
A partir de hoje, 11 de maio de 2026, portadores de passaportes comuns chineses não precisam mais de visto para visitas de curta duração ao Brasil. A medida — publicada no Diário Oficial da União na manhã desta segunda-feira — permite estadias de até 30 dias para turismo, reuniões de negócios, conferências, eventos culturais e visitas familiares, com possibilidade de renovação por mais 30 dias, totalizando até 60 dias por viagem. Em contrapartida, a China mantém desde 1º de junho de 2025 a entrada sem visto para brasileiros.
Essa isenção representa a maior flexibilização do regime de vistos do Brasil em mais de uma década. Antes da pandemia, a China era o mercado de longa distância que mais crescia para o Brasil; o número de chegadas mais que dobrou entre 2015 e 2019. O Ministério do Turismo projeta que a nova isenção pode elevar as chegadas a mais de 100 mil visitantes ainda este ano, injetando cerca de US$ 250 milhões nas economias locais que dependem do turismo receptivo — desde as Cataratas do Iguaçu até as praias da Bahia.
Gestores de mobilidade corporativa também serão beneficiados. A China é o maior parceiro comercial do Brasil, respondendo por quase 31% das exportações brasileiras em 2025; a entrada sem visto elimina um grande obstáculo administrativo para visitas a fornecedores, negociações de joint ventures e suporte pós-venda. As companhias aéreas já estão se movimentando: a LATAM solicitou uma rotação semanal adicional São Paulo–Pequim via Madri a partir de julho, enquanto a China Southern planeja transformar sua rota de carga Guangzhou–São Paulo em serviço de passageiros durante a Golden Week. Após aprovação da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), essa capacidade extra oferecerá conexões no mesmo dia para oito hubs secundários chineses.
Para os viajantes, os requisitos padrão de entrada permanecem. Visitantes chineses devem apresentar passaporte válido durante toda a estadia, comprovante de viagem de retorno ou continuidade, comprovante de acomodação (reserva de hotel ou carta-convite) e recursos financeiros suficientes. Trabalho, estudo ou residência continuam exigindo vistos específicos. As formalidades de fronteira serão realizadas pela Polícia Federal em aeroportos, portos e pontos terrestres designados, e as autoridades podem negar a entrada caso a documentação esteja incompleta.
Empresas devem atualizar imediatamente suas políticas globais de mobilidade e revisar os controles de viagem dos funcionários chineses para evitar permanência irregular. Do ponto de vista estratégico, a isenção reforça a aproximação de Brasília com a Ásia e fortalece a agenda mais ampla dos BRICS de facilitar a circulação de pessoas, além de bens e capitais. Analistas esperam que o governo use o acordo com a China como modelo para negociações com Índia e África do Sul ainda este ano.
Enquanto isso, empresas de relocação devem se preparar para um aumento nas solicitações de missões de curta duração, especialmente nos setores de tecnologia para agronegócio, energia renovável e infraestrutura — áreas destacadas para cooperação no Plano de Ação Conjunta Brasil-China do ano passado.
Essa isenção representa a maior flexibilização do regime de vistos do Brasil em mais de uma década. Antes da pandemia, a China era o mercado de longa distância que mais crescia para o Brasil; o número de chegadas mais que dobrou entre 2015 e 2019. O Ministério do Turismo projeta que a nova isenção pode elevar as chegadas a mais de 100 mil visitantes ainda este ano, injetando cerca de US$ 250 milhões nas economias locais que dependem do turismo receptivo — desde as Cataratas do Iguaçu até as praias da Bahia.
Gestores de mobilidade corporativa também serão beneficiados. A China é o maior parceiro comercial do Brasil, respondendo por quase 31% das exportações brasileiras em 2025; a entrada sem visto elimina um grande obstáculo administrativo para visitas a fornecedores, negociações de joint ventures e suporte pós-venda. As companhias aéreas já estão se movimentando: a LATAM solicitou uma rotação semanal adicional São Paulo–Pequim via Madri a partir de julho, enquanto a China Southern planeja transformar sua rota de carga Guangzhou–São Paulo em serviço de passageiros durante a Golden Week. Após aprovação da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), essa capacidade extra oferecerá conexões no mesmo dia para oito hubs secundários chineses.
Para os viajantes, os requisitos padrão de entrada permanecem. Visitantes chineses devem apresentar passaporte válido durante toda a estadia, comprovante de viagem de retorno ou continuidade, comprovante de acomodação (reserva de hotel ou carta-convite) e recursos financeiros suficientes. Trabalho, estudo ou residência continuam exigindo vistos específicos. As formalidades de fronteira serão realizadas pela Polícia Federal em aeroportos, portos e pontos terrestres designados, e as autoridades podem negar a entrada caso a documentação esteja incompleta.
Empresas devem atualizar imediatamente suas políticas globais de mobilidade e revisar os controles de viagem dos funcionários chineses para evitar permanência irregular. Do ponto de vista estratégico, a isenção reforça a aproximação de Brasília com a Ásia e fortalece a agenda mais ampla dos BRICS de facilitar a circulação de pessoas, além de bens e capitais. Analistas esperam que o governo use o acordo com a China como modelo para negociações com Índia e África do Sul ainda este ano.
Enquanto isso, empresas de relocação devem se preparar para um aumento nas solicitações de missões de curta duração, especialmente nos setores de tecnologia para agronegócio, energia renovável e infraestrutura — áreas destacadas para cooperação no Plano de Ação Conjunta Brasil-China do ano passado.
Fonte: Exame