
Opositores políticos e da sociedade civil à regularização em massa na Espanha terão sua vez no tribunal esta semana. A Câmara Administrativa do Supremo Tribunal marcou uma audiência pública para sexta-feira, para analisar cinco petições — apresentadas pelo Vox, pelo governo regional de Madri e por várias associações conservadoras — que pedem a suspensão provisória do Decreto Real de abril, que pode conceder status legal a até meio milhão de residentes sem documentação. Os peticionários argumentam que o decreto ultrapassa os poderes delegados ao governo, sobrecarrega os serviços públicos regionais e enfraquece as regras de asilo da UE. O Vox classifica a medida como uma “institucionalização da entrada ilegal”, enquanto o executivo regional de Madri afirma que ela imporá custos insustentáveis à saúde e à educação. A assessoria jurídica do governo rebate que interromper o processo causaria “dano irreparável” aos requerentes, cujos direitos já estão em jogo. Para gestores de mobilidade global, o impacto é grande. Uma suspensão cautelar paralisaria os pedidos em andamento, obrigando empresas que planejavam regularizar trabalhadores freelancers ou irregulares na folha de pagamento espanhola a interromper os processos. Consultores de imigração recomendam acelerar a obtenção de documentos agora — especialmente certidões policiais — para que, caso o tribunal rejeite a suspensão, as solicitações estejam prontas para serem apresentadas antes de qualquer nova reviravolta legal. A maioria dos analistas espera que o tribunal rejeite uma suspensão total, mas acelere uma revisão completa da legalidade da medida ainda este ano. Mesmo esse cenário gera incertezas para os departamentos de RH que estão elaborando modelos de contratação para 2027 baseados nesse novo grupo de talentos. Segundo especialistas, o planejamento de contingência deve incluir categorias alternativas de visto, como a isenção familiar da UE ou a permissão para profissionais altamente qualificados.
Fonte: Europa Press