
A Polícia Federal (PF) do Brasil iniciou na madrugada de quinta-feira, 11 de junho de 2026, uma operação de 16 horas chamada Operação Conexão Norte. Os agentes cumpriram três mandados de busca e apreensão em Boa Vista e um em Bonfim, duas cidades estratégicas no estado de Roraima, localizadas no principal corredor terrestre que liga a Guiana ao Brasil. Segundo a unidade de inteligência da PF, a rede criminosa era especializada em transportar cidadãos cubanos pela densa fronteira amazônica, cobrando até R$ 12 mil por pessoa por documentos de viagem falsificados e transporte clandestino por terra.
As investigações apontam que o esquema contava com uma cadeia de “coyotes” atuando em ambos os lados da fronteira. Uma vez dentro do Brasil, os migrantes eram dispersos para cidades maiores, onde tentavam legalizar sua situação ou seguir viagem rumo a São Paulo e Rio de Janeiro. A PF destaca que muitas vítimas foram expostas à fome, extorsão e risco de tráfico de pessoas.
Embora nenhuma prisão tenha sido realizada na fase desta quinta-feira, os agentes apreenderam laptops, celulares e livros contábeis que detalham os fluxos financeiros do grupo. Uma segunda fase, focada na lavagem de dinheiro, está prevista para as próximas semanas. Se condenados, os organizadores podem pegar até quinze anos de prisão por promover migração ilegal, agravada por operações transnacionais e exposição de pessoas vulneráveis ao perigo.
Para empresas que enviam funcionários ao norte do Brasil — especialmente nos setores de mineração, energia e logística — a operação indica um aumento na fiscalização dos corredores guianense e venezuelano usados por expatriados e cadeias de suprimentos. Recomenda-se que os empregadores garantam que as empresas de transporte terceirizadas e os intermediários locais cumpram as regras de imigração, pois a responsabilidade corporativa pode ser acionada em casos de facilitação irregular.
Além da repressão, a Conexão Norte alimentará dados ao novo Sistema Integrado de Risco Migratório do Ministério da Justiça, lançado em abril de 2026, que cruza informações da polícia com bancos de dados de vistos e travessias de fronteira. As empresas devem esperar validações mais rápidas dos processos de autorização de trabalho e um provável aumento nas entrevistas presenciais para viajantes que transitam pelos postos de controle do norte.
As investigações apontam que o esquema contava com uma cadeia de “coyotes” atuando em ambos os lados da fronteira. Uma vez dentro do Brasil, os migrantes eram dispersos para cidades maiores, onde tentavam legalizar sua situação ou seguir viagem rumo a São Paulo e Rio de Janeiro. A PF destaca que muitas vítimas foram expostas à fome, extorsão e risco de tráfico de pessoas.
Embora nenhuma prisão tenha sido realizada na fase desta quinta-feira, os agentes apreenderam laptops, celulares e livros contábeis que detalham os fluxos financeiros do grupo. Uma segunda fase, focada na lavagem de dinheiro, está prevista para as próximas semanas. Se condenados, os organizadores podem pegar até quinze anos de prisão por promover migração ilegal, agravada por operações transnacionais e exposição de pessoas vulneráveis ao perigo.
Para empresas que enviam funcionários ao norte do Brasil — especialmente nos setores de mineração, energia e logística — a operação indica um aumento na fiscalização dos corredores guianense e venezuelano usados por expatriados e cadeias de suprimentos. Recomenda-se que os empregadores garantam que as empresas de transporte terceirizadas e os intermediários locais cumpram as regras de imigração, pois a responsabilidade corporativa pode ser acionada em casos de facilitação irregular.
Além da repressão, a Conexão Norte alimentará dados ao novo Sistema Integrado de Risco Migratório do Ministério da Justiça, lançado em abril de 2026, que cruza informações da polícia com bancos de dados de vistos e travessias de fronteira. As empresas devem esperar validações mais rápidas dos processos de autorização de trabalho e um provável aumento nas entrevistas presenciais para viajantes que transitam pelos postos de controle do norte.
Fonte: Polícia Federal
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