
No início da manhã de domingo, 14 de junho de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarcou na aeronave presidencial em Brasília com destino a Évian-les-Bains, onde participará da cúpula anual do G7 como convidado especial do presidente francês Emmanuel Macron. Embora o Brasil não seja membro do grupo, Brasília tem aproveitado convites anteriores para inserir temas relacionados à mobilidade — como facilitação de viagens, isenção recíproca de vistos e programas de viajantes confiáveis — na agenda mais ampla de comércio e clima.
Este ano, as apostas diplomáticas estão mais altas do que o habitual. Há apenas duas semanas, o Representante de Comércio dos EUA (USTR) propôs uma tarifa de 25% sobre uma série de exportações brasileiras, alegando “práticas injustas” que incluem o sistema doméstico de pagamentos instantâneos PIX. Para as empresas brasileiras, essa sobretaxa ameaça as margens de lucro e pode levar executivos a realocar partes das suas cadeias de suprimentos.
Ainda não foi confirmada uma reunião presencial entre Lula e o presidente dos EUA, Donald Trump, mas autoridades do Itamaraty afirmam que qualquer conversa informal terá como foco desarmar a ameaça tarifária e retomar as negociações sobre uma via de viajantes confiáveis que aceleraria os procedimentos de entrada para empresários brasileiros pré-aprovados nos aeroportos americanos.
A Europa é outra preocupação imediata. Em 5 de junho, a União Europeia publicou um aviso oficial excluindo o Brasil da lista autorizada de fornecedores de carne bovina, miúdos de aves, peixes e mel — uma decisão abrupta que surpreendeu os exportadores após a entrada provisória em vigor do acordo comercial Mercosul-UE. Multinacionais do agronegócio temem uma repetição da proibição sanitária de 2018, que paralisou embarques por meses e forçou milhares de trabalhadores expatriados dependentes de realocação a retornarem ao país.
Os assessores de Lula estão discretamente buscando uma reunião paralela com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, para negociar uma extensão ou uma transição gradual que evite o fechamento imediato de plantas produtivas.
Além dos confrontos bilaterais, a mobilidade será tema em três sessões formais do G7 que Lula deverá abordar. No dia 16 de junho, ele falará sobre financiamento para o desenvolvimento, onde Brasília planeja propor um esquema multilateral de garantias apoiado pelo G7 para viabilizar infraestrutura ao longo do emergente corredor bio-oceânico da América do Sul e simplificar o reconhecimento transfronteiriço de autorizações de trabalho.
No dia 17 de junho, a delegação brasileira participará de um almoço de trabalho com líderes sobre inteligência artificial; fontes governamentais afirmam que Lula defenderá um código coletivo de conduta para o uso da IA na tomada de decisões migratórias, visando evitar algoritmos discriminatórios nos pontos de controle fronteiriços.
Para os gestores de mobilidade corporativa, a cúpula é importante em vários níveis: uma détente com Washington pode evitar taxas retaliatórias de vistos que têm sido discutidas no Congresso americano, enquanto qualquer cronograma para o fim do embargo europeu à carne determinará se centenas de trabalhadores destacados permanecem na Alemanha, França e Espanha ou são chamados de volta. Além disso, a defesa brasileira por regras claras para a IA pode influenciar o ambiente de conformidade para empresas que utilizam ferramentas automatizadas de verificação documental na movimentação de funcionários para o exterior.
Este ano, as apostas diplomáticas estão mais altas do que o habitual. Há apenas duas semanas, o Representante de Comércio dos EUA (USTR) propôs uma tarifa de 25% sobre uma série de exportações brasileiras, alegando “práticas injustas” que incluem o sistema doméstico de pagamentos instantâneos PIX. Para as empresas brasileiras, essa sobretaxa ameaça as margens de lucro e pode levar executivos a realocar partes das suas cadeias de suprimentos.
Ainda não foi confirmada uma reunião presencial entre Lula e o presidente dos EUA, Donald Trump, mas autoridades do Itamaraty afirmam que qualquer conversa informal terá como foco desarmar a ameaça tarifária e retomar as negociações sobre uma via de viajantes confiáveis que aceleraria os procedimentos de entrada para empresários brasileiros pré-aprovados nos aeroportos americanos.
A Europa é outra preocupação imediata. Em 5 de junho, a União Europeia publicou um aviso oficial excluindo o Brasil da lista autorizada de fornecedores de carne bovina, miúdos de aves, peixes e mel — uma decisão abrupta que surpreendeu os exportadores após a entrada provisória em vigor do acordo comercial Mercosul-UE. Multinacionais do agronegócio temem uma repetição da proibição sanitária de 2018, que paralisou embarques por meses e forçou milhares de trabalhadores expatriados dependentes de realocação a retornarem ao país.
Os assessores de Lula estão discretamente buscando uma reunião paralela com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, para negociar uma extensão ou uma transição gradual que evite o fechamento imediato de plantas produtivas.
Além dos confrontos bilaterais, a mobilidade será tema em três sessões formais do G7 que Lula deverá abordar. No dia 16 de junho, ele falará sobre financiamento para o desenvolvimento, onde Brasília planeja propor um esquema multilateral de garantias apoiado pelo G7 para viabilizar infraestrutura ao longo do emergente corredor bio-oceânico da América do Sul e simplificar o reconhecimento transfronteiriço de autorizações de trabalho.
No dia 17 de junho, a delegação brasileira participará de um almoço de trabalho com líderes sobre inteligência artificial; fontes governamentais afirmam que Lula defenderá um código coletivo de conduta para o uso da IA na tomada de decisões migratórias, visando evitar algoritmos discriminatórios nos pontos de controle fronteiriços.
Para os gestores de mobilidade corporativa, a cúpula é importante em vários níveis: uma détente com Washington pode evitar taxas retaliatórias de vistos que têm sido discutidas no Congresso americano, enquanto qualquer cronograma para o fim do embargo europeu à carne determinará se centenas de trabalhadores destacados permanecem na Alemanha, França e Espanha ou são chamados de volta. Além disso, a defesa brasileira por regras claras para a IA pode influenciar o ambiente de conformidade para empresas que utilizam ferramentas automatizadas de verificação documental na movimentação de funcionários para o exterior.
Fonte: Jovem Pan
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