
O Ministério das Relações Exteriores confirmou nesta manhã que três cidadãos italianos, presos na Líbia em 25 de maio enquanto transportavam ajuda humanitária para Gaza, foram libertados e agora estão na Tunísia aguardando repatriação. Os ativistas — Domenico Centrone, Leonarda Alberizia e Matias Alvarez Rodriguez, italiano nascido no Uruguai — faziam parte do comboio terrestre da Flotilha Global Sumud, que tinha como objetivo entregar suprimentos médicos ao enclave sitiado. A libertação ocorreu após intensas negociações consulares lideradas pelo vice-ministro das Relações Exteriores, Edmondo Cirielli, e facilitadas pelas autoridades tunisianas. Outros seis voluntários estrangeiros permanecem sob custódia na Líbia, mas, segundo os organizadores do comboio, devem ser libertados nas próximas 24 horas. A primeira-ministra Giorgia Meloni saudou a notícia, classificando a detenção como “uma violação inaceitável dos princípios humanitários internacionais” e agradecendo à Tunísia pela mediação. O episódio evidenciou a crescente complexidade da mobilidade humanitária no Mediterrâneo, onde trabalhadores de ajuda enfrentam múltiplas jurisdições, cada uma com seus próprios requisitos de visto e segurança. Empresas que realizam missões de responsabilidade social corporativa ou enviam funcionários para zonas de alto risco são lembradas da importância de manter seguros de risco de viagem atualizados e de verificar permissões de saída e autorizações para cruzamento de fronteiras terrestres ao transitar pela Líbia. Para a Itália, o episódio diplomático pode fortalecer o argumento de Roma nos conselhos da UE de que países de origem e trânsito de migrantes devem ser incluídos em pactos mais amplos de mobilidade, que também contemplem corredores humanitários e garantias de passagem segura. Observadores destacam que as disposições do novo decreto italiano de segurança sobre cooperação com “terceiros países seguros” podem servir de modelo para futuros acordos de mobilidade humanitária. Os voos de repatriação dos ativistas libertados devem chegar a Roma amanhã pela manhã, onde passarão por exames médicos antes de se reunirem com autoridades do Ministério das Relações Exteriores.
Fonte: The New Arab