
Um ano após a Alemanha suspender a reunificação familiar para refugiados com proteção subsidiária, uma análise do Merkur revela que o número total de vistos praticamente não mudou, mesmo com a aprovação para sírios e afegãos tendo sido reduzida pela metade. De julho de 2025 a junho de 2026, as embaixadas emitiram 63.200 vistos de reunião familiar, em comparação com 120.000 em todo o ano de 2024, mas apenas 8% dos casos do ano passado envolviam o grupo agora afetado. O impacto mais evidente está nas isenções humanitárias por “dificuldades extremas”: de quase 4.800 pedidos feitos ao Ministério das Relações Exteriores, apenas sete foram aprovados – cinco deles após ordens judiciais. ONGs como a PRO ASYL classificam a política como uma “lei de destruição familiar”, argumentando que ela empurra famílias desesperadas para rotas irregulares. O Ministério do Interior defende que limitar a reunificação para portadores de status temporário reduz os “fatores de atração” e alinha a Alemanha com outros países da UE. Ainda assim, especialistas em migração alertam que cortar vias legais pode aumentar as travessias irregulares, anulando possíveis benefícios. Para os empregadores, a suspensão dificulta a retenção de funcionários refugiados que não podem trazer cônjuges ou filhos, aumentando o absenteísmo e o risco de relocação. Algumas empresas já começaram a financiar consultoria privada para vistos ou a fazer lobby por exceções específicas para trabalhadores essenciais. O Parlamento deve revisar a medida em outubro, como parte de uma avaliação mais ampla do pacote de asilo.
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