
Em encontro com jornalistas em Vilnius no dia 15 de julho, o presidente da Lituânia, Gitanas Nausėda, afirmou que informações de inteligência aliadas indicam possíveis provocações russas limitadas, "cinéticas ou híbridas", que poderiam atingir infraestruturas críticas na Lituânia, Letônia, Estônia ou Polônia. O primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, concordou com a avaliação, destacando que Varsóvia intensificou a vigilância de gasodutos, corredores ferroviários e pontos de passagem fronteiriços desde o início de julho. Conselheiros de segurança temem sabotagens ou empurrões de migrantes encenados, semelhantes à crise da Bielorrússia em 2021, que poderiam interromper ligações de transporte vitais para a mobilidade da OTAN e cadeias comerciais. Os planos de contingência incluem o fechamento rápido de pontos ferroviários fronteiriços selecionados e o posicionamento antecipado de equipes para reparo da rede elétrica. Consultorias de risco para viagens de negócios já recomendam que multinacionais revisem os procedimentos de evacuação para funcionários expatriados no Corredor de Suwałki e garantam conectividade redundante de internet para filiais no nordeste da Polônia. Seguradoras afirmam que um aumento formal no nível de ameaça pode levar à revisão dos prêmios de seguro contra riscos de guerra para o transporte terrestre na região. Embora Moscou tenha descartado os alertas como “propaganda”, as declarações representam o alerta conjunto mais contundente emitido pelo quarteto báltico neste ano e podem influenciar as discussões da UE sobre a extensão dos controles temporários nas fronteiras internas além de novembro de 2026.
Fonte: Associated Press