
A Associação Nacional WIC (NWA) divulgou uma declaração contundente em 20 de julho, condenando a regra final da administração Trump que amplia o critério de “encargo público” para inadmissibilidade. Publicada no Registro Federal na última quinta-feira e com vigência prevista para 18 de setembro, a regra revoga orientações anteriores sem definir quais benefícios públicos poderão levar à negação de vistos ou pedidos de green card. Segundo a política anterior, apenas assistência em dinheiro, como o TANF, ou cuidados institucionais de longo prazo eram considerados para a determinação de encargo público. A nova regra sugere que “qualquer benefício sujeito a teste de renda” pode ser levado em conta e até indica que benefícios usados por familiares dependentes podem pesar contra os solicitantes. A presidente da NWA, Georgia Machell, alertou que essa ambiguidade criará um “efeito inibidor”, afastando pais imigrantes de programas como o WIC, que oferece nutrição essencial para gestantes e crianças. Um efeito semelhante foi observado após uma proposta mais restrita sobre encargo público em 2019, quando a participação de famílias imigrantes no WIC caiu drasticamente em todo o país. Para empregadores que patrocinam green cards familiares ou transferências intraempresariais, a regra traz nova incerteza para o planejamento de mobilidade a longo prazo. As equipes de RH devem orientar os funcionários estrangeiros a documentar seguro de saúde privado e comprovação de renda suficiente, além de consultar advogados de imigração antes de inscrever familiares em benefícios públicos. Advogados especializados preveem ações judiciais alegando que o DHS não estabeleceu critérios claros e ignorou evidências de prejuízo à saúde pública. Até que os tribunais intervenham, os envolvidos em mobilidade global devem acompanhar campanhas estaduais de esclarecimento para combater desinformação e garantir o acesso a programas essenciais de saúde e nutrição.