
Funcionários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) votaram em 27 de julho a favor de iniciar uma greve por tempo indeterminado a partir da meia-noite do dia 4 de agosto, caso o governo estadual não apresente um plano de garantia de emprego. A paralisação afetaria as Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade — incluindo o serviço Expresso Aeroporto, que liga o Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos (GRU) aos bairros da zona leste da capital. A decisão ocorre após a intervenção do estado na operação da concessionária Trivia Trens, motivada por uma série de falhas nos equipamentos no início deste mês. Cerca de um milhão de passageiros utilizam essas três linhas diariamente; em greves anteriores, os viajantes que iam ao aeroporto enfrentaram filas de táxi de até duas horas e aumento nos preços dos aplicativos de transporte. Caso a greve se confirme, ela coincidirá com o pico de viagens a trabalho após o recesso de inverno, podendo causar atrasos em voos e faltas em hotéis. Coordenadores de mobilidade que gerenciam deslocamentos de funcionários estrangeiros que passam pelo GRU devem prever tempo extra para transferências ou optar por ônibus diretos ou veículos particulares. As equipes de RH locais devem informar os expatriados que moram ao longo do corredor ferroviário leste sobre opções de trabalho remoto e rotas alternativas de ônibus. Empresas que reembolsam custos de deslocamento devem se preparar para aumento nas despesas com transporte por aplicativo. O sindicato exige a reestatização das linhas anteriormente privatizadas, garantias de emprego e a aprovação do projeto de lei PL 730/2025, que prevê a absorção dos funcionários da CPTM por outras entidades estaduais. As negociações seguem até 3 de agosto; entretanto, recomenda-se o planejamento de contingência diante da alta probabilidade de uma paralisação de pelo menos 24 horas.
Fonte: iG Último Segundo