
A temporada de turismo de verão na França gerou um paradoxo que interessa a todas as equipes de mobilidade global e gestão de viagens que atuam no país. Dados preliminares divulgados pelo Ministro do Turismo, Serge Papin, no International & French Travel Market em Paris, mostram que as chegadas internacionais e os gastos atingiram níveis históricos, enquanto os residentes franceses reduziram suas viagens de férias. As chegadas aéreas internacionais cresceram até 3%, impulsionadas por mercados de longa distância como México, Canadá, EUA e Brasil. Só em julho, a receita do turismo ultrapassou €9,4 bilhões, e o ministério projeta um recorde de €80 bilhões em receitas totais para o ano. Esse forte fluxo ocorre apesar de desafios como o conflito no Oriente Médio e incêndios florestais relacionados ao clima que afetaram partes da Provença.
Por outro lado, o turismo doméstico apresenta um cenário diferente. Dados do setor indicam uma queda de 4 a 5% no número de turistas franceses no período principal de julho a agosto, o que representa até 1,5 milhão de viajantes a menos. As noites em campings — base do turismo doméstico econômico — devem cair 2%. Analistas apontam para a pressão do custo de vida e ondas de calor repetidas, que levaram os residentes a encurtar as férias, viajar fora da alta temporada ou buscar regiões mais frescas no norte.
Para os planejadores de mobilidade corporativa, esse mercado dividido significa maior concorrência por quartos de hotel em Paris, Alpes e Normandia durante as temporadas intermediárias, mas preços potencialmente mais atrativos em destinos do sul com oferta excedente. Gestores de realocação também devem ficar atentos à disponibilidade regional de mão de obra: pontos turísticos que dependem cada vez mais de funcionários estrangeiros podem enfrentar atrasos no processamento de vistos, à medida que empregadores tentam suprir a demanda.
O ministério divulgará dados consolidados em meados de outubro, mas a prévia já destaca a dupla identidade da França como um ímã para turistas estrangeiros de alto poder aquisitivo e um mercado doméstico em maturação. Empresas que transferem talentos para a França devem prever custos mais altos com moradia e serviços nos principais centros, enquanto equipes de mobilidade que enviam franceses para o exterior podem observar maior interesse por benefícios de viagens em temporadas intermediárias.
Por outro lado, o turismo doméstico apresenta um cenário diferente. Dados do setor indicam uma queda de 4 a 5% no número de turistas franceses no período principal de julho a agosto, o que representa até 1,5 milhão de viajantes a menos. As noites em campings — base do turismo doméstico econômico — devem cair 2%. Analistas apontam para a pressão do custo de vida e ondas de calor repetidas, que levaram os residentes a encurtar as férias, viajar fora da alta temporada ou buscar regiões mais frescas no norte.
Para os planejadores de mobilidade corporativa, esse mercado dividido significa maior concorrência por quartos de hotel em Paris, Alpes e Normandia durante as temporadas intermediárias, mas preços potencialmente mais atrativos em destinos do sul com oferta excedente. Gestores de realocação também devem ficar atentos à disponibilidade regional de mão de obra: pontos turísticos que dependem cada vez mais de funcionários estrangeiros podem enfrentar atrasos no processamento de vistos, à medida que empregadores tentam suprir a demanda.
O ministério divulgará dados consolidados em meados de outubro, mas a prévia já destaca a dupla identidade da França como um ímã para turistas estrangeiros de alto poder aquisitivo e um mercado doméstico em maturação. Empresas que transferem talentos para a França devem prever custos mais altos com moradia e serviços nos principais centros, enquanto equipes de mobilidade que enviam franceses para o exterior podem observar maior interesse por benefícios de viagens em temporadas intermediárias.
Fonte: Le Monde