
Uma política do IRCC, vigente por sete anos, que permitia refugiados patrocinarem familiares não declarados para residência permanente, expirou silenciosamente na semana passada, e as autoridades se recusam a informar se ela foi alguma vez abusada. O departamento informou aos jornalistas em 16 de setembro que a medida foi encerrada devido a “preocupações de integridade” não especificadas, acrescentando apenas que exceções humanitárias ainda podem ser consideradas caso a caso. Grupos de defesa afirmam que essa exceção era fundamental para reunir crianças e parceiros LGBTQ que não podiam ser revelados com segurança nas aplicações originais de refugiados. Cerca de 2.000 pessoas se beneficiaram entre 2019 e 2023, com uma taxa de aprovação de 90%. Para empregadores que patrocinam refugiados ou utilizam vias federais de mobilidade econômica, o fim da política pode aumentar a complexidade dos recursos humanos. Candidatos que planejavam trazer dependentes posteriormente agora devem alterar as aplicações antes da chegada ou recorrer a canais humanitários mais lentos, o que pode impactar as estratégias de retenção de talentos. Advogados de imigração recomendam que as empresas revisem os casos de realocação ligados a refugiados em andamento e reservem tempo extra para os processos de reunificação familiar. Enquanto isso, parlamentares da oposição pressionam o IRCC a divulgar qualquer evidência de irregularidades que justifique o encerramento repentino. Esperam-se audiências em comissões parlamentares ainda neste outono.