
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu em 24 de setembro que a greve nacional dos Correios, empresa estatal brasileira de serviços postais, era legal, mas determinou que os funcionários retornassem ao trabalho imediatamente a partir de 25 de setembro. A paralisação, iniciada em 10 de setembro, causou atrasos no envio de correspondências nacionais e internacionais, retardando a devolução de passaportes de vários consulados estrangeiros e atrasando a entrega de petições de visto originais por serviços de courier. Segundo a decisão, os dias não trabalhados deverão ser compensados, mas não serão descontados do salário. O Tribunal recomendou que a direção dos Correios e o sindicato retomem as negociações coletivas em até dez dias. Durante a greve, transportadoras expressas privadas enfrentaram atrasos de até 40% no volume de encomendas, segundo a Associação Brasileira de Couriers Internacionais; diversas embaixadas em Brasília adotaram temporariamente a retirada presencial de documentos. Com a retomada das operações, consultores em logística afirmam que os viajantes aguardando renovação de passaportes ou legalização de documentos devem ter o serviço normalizado em cerca de uma semana. Empresas com datas próximas de início de trabalho para seus colaboradores são aconselhadas a monitorar de perto os números de remessas e, quando possível, utilizar canais expressos premium até que os volumes se estabilizem. O episódio evidencia a vulnerabilidade de ecossistemas logísticos baseados em um único fornecedor nos processos de imigração. Gestores de mobilidade são incentivados a criar redundância na logística documental — mantendo contas ativas com pelo menos dois transportadores — e a comunicar-se antecipadamente com os postos consulares sobre alternativas para retirada de documentos em caso de futuras disputas trabalhistas. Os Correios informaram que estão investindo R$ 180 milhões em automação para reduzir vulnerabilidades relacionadas a greves, incluindo a instalação de armários seguros em terminais de carga de aeroportos dedicados à troca de malotes diplomáticos.
Fonte: Agência Brasil