
Passageiros e viajantes a negócios com destino a Florença, Pisa e Siena enfrentaram cancelamentos em 14 de outubro, quando o sindicato CGIL da Toscana realizou uma greve geral em toda a região, abrangendo trabalhadores dos setores público e privado. No setor de transportes, os serviços regionais da Trenitalia foram suspensos entre 09h01 e 17h00, enquanto as empresas de ônibus locais operaram apenas com os “serviços mínimos” obrigatórios durante os horários de pico da manhã e da noite. Embora o transporte de cargas e o tráfego aéreo tenham sido isentos, a greve obrigou algumas multinacionais a substituírem o trem por carros com motorista para reuniões dentro da Itália, gerando custos imprevistos. Hotéis próximos ao aeroporto Peretola, em Florença, registraram um aumento de 15% nas reservas feitas no mesmo dia, vindas de viajantes que optaram por chegar na noite anterior. Segundo a legislação italiana, serviços essenciais devem manter operações mínimas, mas as “fasce di garanzia” garantidas não cobrem o período do meio-dia, o mais procurado por turistas que fazem bate-voltas em alta velocidade. Consultores de mobilidade da Advito recomendam que empresas evitem agendar retornos no mesmo dia para a Toscana em datas de greve anunciadas e adicionem uma margem de 24 horas para cargas sensíveis ao tempo, especialmente as que passam por centros logísticos do centro da Itália. O calendário de greves do Ministério da Infraestrutura e Transportes indica novas paralisações nos dias 15 e 16 de outubro, afetando tripulações da EasyJet e trabalhadores do porto de Nápoles. Equipes de RH que gerenciam colaboradores na Itália devem assinar o feed RSS do ministério e incluir um protocolo de resposta a greves — abrangendo reembolso de passagens, rotas alternativas e opções de trabalho remoto — em suas políticas de gestão de riscos em viagens.