
Os principais aeroportos da Itália — incluindo Roma Fiumicino, Milão Malpensa e Veneza Marco Polo — apoiaram um plano de reforma em seis pontos apresentado em 14 de outubro pela Airports Council International-Europe (ACI Europe) e Airlines for Europe (A4E). Seis meses após a plena operação do Sistema de Entrada/Saída da UE (EES), as entidades do setor afirmam que as filas para cidadãos de países terceiros frequentemente ultrapassam duas horas, podendo chegar a cinco horas nos picos.
O plano solicita à Comissão Europeia e às autoridades nacionais a eliminação da duplicação de digitalizações de impressões digitais e reconhecimento facial, a prevenção da criação de múltiplos perfis de viajantes, a aceleração da instalação de portões automáticos e a concessão à polícia de fronteira do poder permanente para suspender a captura biométrica quando as filas se tornarem incontroláveis.
Para os operadores italianos, o problema é grave: Fiumicino recebeu 4,2 milhões de passageiros não pertencentes à UE neste verão e relatou que o processamento do EES adicionou em média 45 minutos por chegada nos fins de semana de pico. O consórcio de serviços em solo Assaeroporti alertou que “a tecnologia mal gerida está se tornando um fator de risco para os negócios, comparável a interrupções causadas pelo clima”. Companhias aéreas como ITA Airways e easyJet tiveram que reagendar partidas noturnas para garantir tempos mínimos de conexão, aumentando custos e prejudicando a pontualidade.
A polícia de fronteira italiana apoia algumas das solicitações do setor. Um oficial sênior disse ao Il Messaggero que o poder temporário concedido pela Comissão para dispensar a captura biométrica foi usado em Fiumicino em 11 dias diferentes em agosto. Tornar essa flexibilidade permanente, afirmou, permitiria realocar recursos para aeroportos secundários como Bari e Catânia, onde o efetivo no verão é menor.
Do ponto de vista da mobilidade corporativa, os impactos são significativos. Empresas multinacionais com funcionários em regime de rodízio na Itália relataram voos de conexão perdidos e noites extras em hotéis, elevando os custos de viagem. A empresa de gestão de viagens CWT recomenda que os clientes programem pelo menos quatro horas entre conexões de voos externos ao espaço Schengen nos hubs italianos até que as melhorias sejam implementadas.
Se a Comissão adotar o plano da ACI/A4E, os aeroportos poderão avançar rapidamente para um modelo “one-stop”, no qual os dados biométricos são capturados uma única vez — idealmente antes da partida — e reutilizados em todo o perímetro Schengen. Enquanto isso, empregadores devem informar seus colaboradores e viajantes de negócios de curta duração sobre os tempos maiores de espera na imigração e a possibilidade de indisponibilidade dos portões eletrônicos, mesmo para portadores de passaporte já cadastrados no sistema. Planejamento de contingência — como tarifas flexíveis de hotel e passagens aéreas modificáveis — continua recomendável até que o EES se estabilize.
O plano solicita à Comissão Europeia e às autoridades nacionais a eliminação da duplicação de digitalizações de impressões digitais e reconhecimento facial, a prevenção da criação de múltiplos perfis de viajantes, a aceleração da instalação de portões automáticos e a concessão à polícia de fronteira do poder permanente para suspender a captura biométrica quando as filas se tornarem incontroláveis.
Para os operadores italianos, o problema é grave: Fiumicino recebeu 4,2 milhões de passageiros não pertencentes à UE neste verão e relatou que o processamento do EES adicionou em média 45 minutos por chegada nos fins de semana de pico. O consórcio de serviços em solo Assaeroporti alertou que “a tecnologia mal gerida está se tornando um fator de risco para os negócios, comparável a interrupções causadas pelo clima”. Companhias aéreas como ITA Airways e easyJet tiveram que reagendar partidas noturnas para garantir tempos mínimos de conexão, aumentando custos e prejudicando a pontualidade.
A polícia de fronteira italiana apoia algumas das solicitações do setor. Um oficial sênior disse ao Il Messaggero que o poder temporário concedido pela Comissão para dispensar a captura biométrica foi usado em Fiumicino em 11 dias diferentes em agosto. Tornar essa flexibilidade permanente, afirmou, permitiria realocar recursos para aeroportos secundários como Bari e Catânia, onde o efetivo no verão é menor.
Do ponto de vista da mobilidade corporativa, os impactos são significativos. Empresas multinacionais com funcionários em regime de rodízio na Itália relataram voos de conexão perdidos e noites extras em hotéis, elevando os custos de viagem. A empresa de gestão de viagens CWT recomenda que os clientes programem pelo menos quatro horas entre conexões de voos externos ao espaço Schengen nos hubs italianos até que as melhorias sejam implementadas.
Se a Comissão adotar o plano da ACI/A4E, os aeroportos poderão avançar rapidamente para um modelo “one-stop”, no qual os dados biométricos são capturados uma única vez — idealmente antes da partida — e reutilizados em todo o perímetro Schengen. Enquanto isso, empregadores devem informar seus colaboradores e viajantes de negócios de curta duração sobre os tempos maiores de espera na imigração e a possibilidade de indisponibilidade dos portões eletrônicos, mesmo para portadores de passaporte já cadastrados no sistema. Planejamento de contingência — como tarifas flexíveis de hotel e passagens aéreas modificáveis — continua recomendável até que o EES se estabilize.
Fonte: Biometric Update