
O Ministério do Comércio da China anunciou em 31 de dezembro que, a partir de 1º de janeiro de 2026, as importações de carne bovina de várias origens – incluindo Brasil e Estados Unidos – terão uma tarifa adicional de 55% quando os volumes anuais de embarque ultrapassarem as cotas específicas por país. A medida valerá por três anos e é apresentada como uma ação de salvaguarda para "proteger os produtores domésticos contra surtos de importação".
Grupos do agronegócio brasileiro reagiram com preocupação, destacando que a China representou cerca de 60% da receita das exportações brasileiras de carne bovina em 2025. Embora cortes premium provavelmente não atinjam o limite da cota, os embarques congelados em grande volume, usados por redes de food service, quase certamente ultrapassarão, expondo os exportadores a aumentos abruptos de custos. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) afirmou que vai pressionar Brasília para negociar cotas maiores ou descontos transitórios.
Para os gestores de mobilidade global, a questão vai além da carne: impacta os orçamentos de custo de vida dos expatriados. Funcionários multinacionais destacados para Xangai, Pequim e Guangzhou podem enfrentar alta nos preços de restaurantes e refeitórios corporativos repassando custos maiores de aquisição. Pacotes de realocação atrelados a índices locais de preços ao consumidor podem precisar de revisões no meio do ano caso os preços da carne bovina e proteínas relacionadas disparem.
As equipes de cadeia de suprimentos também terão novos desafios de conformidade: os agentes de carga precisarão monitorar cuidadosamente as declarações aduaneiras para evitar multas, e a capacidade da cadeia fria pode se apertar à medida que exportadores correm para enviar volumes dentro da cota no início do ano. Alguns provedores logísticos estudam rotas parciais via Hong Kong para aproveitar classificações tarifárias diferentes, embora as autoridades chinesas tenham alertado contra esquemas de "evasão por transbordo".
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil informou que avaliará a possibilidade de contestar a medida na Organização Mundial do Comércio, mas diplomatas admitem reservadamente que tarifas de salvaguarda são notoriamente difíceis de reverter. Empresas com interesses de mobilidade em ambos os países devem simular cenários de inflação alimentar e orientar suas comunidades expatriadas sobre estratégias de orçamento.
Grupos do agronegócio brasileiro reagiram com preocupação, destacando que a China representou cerca de 60% da receita das exportações brasileiras de carne bovina em 2025. Embora cortes premium provavelmente não atinjam o limite da cota, os embarques congelados em grande volume, usados por redes de food service, quase certamente ultrapassarão, expondo os exportadores a aumentos abruptos de custos. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) afirmou que vai pressionar Brasília para negociar cotas maiores ou descontos transitórios.
Para os gestores de mobilidade global, a questão vai além da carne: impacta os orçamentos de custo de vida dos expatriados. Funcionários multinacionais destacados para Xangai, Pequim e Guangzhou podem enfrentar alta nos preços de restaurantes e refeitórios corporativos repassando custos maiores de aquisição. Pacotes de realocação atrelados a índices locais de preços ao consumidor podem precisar de revisões no meio do ano caso os preços da carne bovina e proteínas relacionadas disparem.
As equipes de cadeia de suprimentos também terão novos desafios de conformidade: os agentes de carga precisarão monitorar cuidadosamente as declarações aduaneiras para evitar multas, e a capacidade da cadeia fria pode se apertar à medida que exportadores correm para enviar volumes dentro da cota no início do ano. Alguns provedores logísticos estudam rotas parciais via Hong Kong para aproveitar classificações tarifárias diferentes, embora as autoridades chinesas tenham alertado contra esquemas de "evasão por transbordo".
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil informou que avaliará a possibilidade de contestar a medida na Organização Mundial do Comércio, mas diplomatas admitem reservadamente que tarifas de salvaguarda são notoriamente difíceis de reverter. Empresas com interesses de mobilidade em ambos os países devem simular cenários de inflação alimentar e orientar suas comunidades expatriadas sobre estratégias de orçamento.
Fonte: Reuters
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