
A fronteira terrestre sul da Espanha enfrentou nova pressão neste fim de semana, com cerca de 180 migrantes irregulares cruzando para a exclave norte-africana de Ceuta em 72 horas, elevando o total acumulado em 2026 para mais de 330 — o dobro do registrado no mesmo período de 2025. Segundo o jornal local Ceuta Ahora, o Centro de Estadia Temporária de Imigrantes (CETI) abriga mais de 700 pessoas, apesar da capacidade oficial ser de 512, o que obrigou os gestores a transformar garagens e depósitos em dormitórios.
Para aliviar a superlotação, o Ministério do Interior e a Cruz Vermelha organizaram transferências emergenciais por ferry no dia 30 de janeiro, deslocando 80 pessoas para centros de acolhimento no continente, em Algeciras e outras cidades da Andaluzia. Desde o início do ano, transferências regulares às sextas-feiras já realocaram cerca de 150 migrantes, uma prática que ONGs afirmam incentivar novas travessias ao sinalizar uma saída rápida da exclave — um fenômeno que sindicatos policiais chamam de “efeito chamada”.
O aumento repentino intensificou as patrulhas da Guardia Civil ao longo da cerca dupla e dos quebra-mares, especialmente durante a tempestade Kristin, quando o mar agitado dificultou a vigilância marítima. Associações empresariais em Ceuta alertam para os impactos na logística portuária e na economia da zona franca caso os recursos de segurança continuem desviados.
Para profissionais de mobilidade, os acontecimentos evidenciam a volatilidade das fronteiras terrestres externas da Espanha e a possibilidade de fiscalizações pontuais nos ferries que saem de Ceuta para portos do continente. Empresas que transportam pessoal ou mercadorias pelo Estreito de Gibraltar devem prever tempo extra nos cronogramas e acompanhar as limitações de capacidade dos ferries relacionadas às transferências humanitárias.
Enquanto isso, a recém-anunciada regularização extraordinária pelo governo (veja matéria separada) pode absorver muitos dos que chegaram antes do prazo final de 31 de dezembro de 2025, mas advogados alertam que os recém-chegados não terão direito, o que pode aumentar o acúmulo de processos de asilo.
Para aliviar a superlotação, o Ministério do Interior e a Cruz Vermelha organizaram transferências emergenciais por ferry no dia 30 de janeiro, deslocando 80 pessoas para centros de acolhimento no continente, em Algeciras e outras cidades da Andaluzia. Desde o início do ano, transferências regulares às sextas-feiras já realocaram cerca de 150 migrantes, uma prática que ONGs afirmam incentivar novas travessias ao sinalizar uma saída rápida da exclave — um fenômeno que sindicatos policiais chamam de “efeito chamada”.
O aumento repentino intensificou as patrulhas da Guardia Civil ao longo da cerca dupla e dos quebra-mares, especialmente durante a tempestade Kristin, quando o mar agitado dificultou a vigilância marítima. Associações empresariais em Ceuta alertam para os impactos na logística portuária e na economia da zona franca caso os recursos de segurança continuem desviados.
Para profissionais de mobilidade, os acontecimentos evidenciam a volatilidade das fronteiras terrestres externas da Espanha e a possibilidade de fiscalizações pontuais nos ferries que saem de Ceuta para portos do continente. Empresas que transportam pessoal ou mercadorias pelo Estreito de Gibraltar devem prever tempo extra nos cronogramas e acompanhar as limitações de capacidade dos ferries relacionadas às transferências humanitárias.
Enquanto isso, a recém-anunciada regularização extraordinária pelo governo (veja matéria separada) pode absorver muitos dos que chegaram antes do prazo final de 31 de dezembro de 2025, mas advogados alertam que os recém-chegados não terão direito, o que pode aumentar o acúmulo de processos de asilo.
Fonte: Ceuta Ahora