
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil confirmou em 1º de março que viajantes provenientes da China, Dinamarca, França, Hungria, Irlanda, Jamaica, Santa Lúcia e Bahamas agora podem entrar no país sem visto para estadias de até 30 dias, prorrogáveis localmente para 90 dias dentro de um período de 12 meses. O decreto, publicado no Diário Oficial da União e em vigor desde 24 de fevereiro, completa o ciclo de reciprocidade iniciado quando a China passou a admitir turistas brasileiros sem visto em meados de 2025.
Para as empresas chinesas, a mudança vai além do simbolismo. O Brasil é o principal parceiro comercial da China na América Latina, com o comércio bilateral ultrapassando US$ 170 bilhões em 2025. As equipes de mobilidade há muito reclamam que obter um visto de negócios brasileiro podia levar de três a cinco semanas — uma eternidade quando engenheiros são necessários em um projeto de mineração ou banqueiros precisam fechar um negócio em São Paulo. A isenção elimina esse gargalo, permitindo viagens na mesma semana, desde que os visitantes apresentem passaporte válido por seis meses, comprovante de recursos financeiros e passagens de retorno ou continuação de viagem.
Autoridades do turismo esperam um impacto visível. Mesmo durante a temporada afetada pela pandemia em 2022, 55 mil turistas chineses gastaram em média US$ 1.900 cada no Brasil, segundo a Embratur. O retorno aos volumes de 2019 (aproximadamente 131 mil visitantes) injetaria entre US$ 100 e 150 milhões extras no setor hoteleiro brasileiro — e esse valor pode aumentar caso as companhias aéreas restabeleçam a capacidade de aeronaves de grande porte na rota Guangzhou–São Paulo, como antes da Covid.
A isenção, no entanto, é unilateral para sete dos oito países; apenas a China concede o mesmo privilégio aos cidadãos brasileiros. Essa assimetria evidencia o interesse do Brasil em atrair viajantes de alto poder aquisitivo e de longa distância, especialmente em preparação para eventos importantes como o Congresso ICCA de 2027 e a candidatura à Expo Mundial de 2028.
Para os planejadores de mobilidade, a mensagem é clara: o Brasil está aberto, mas é fundamental que os funcionários respeitem o limite de 30/90 dias e evitem qualquer atividade remunerada sem as autorizações adequadas. Empresas chinesas com operações no Brasil também devem revisar suas listas de conformidade. Embora a entrada esteja mais simples, a residência fiscal é estabelecida após 183 dias em um período de 12 meses; as equipes de folha de pagamento precisam monitorar a soma das estadias para evitar surpresas com impostos sobre a renda.
Para as empresas chinesas, a mudança vai além do simbolismo. O Brasil é o principal parceiro comercial da China na América Latina, com o comércio bilateral ultrapassando US$ 170 bilhões em 2025. As equipes de mobilidade há muito reclamam que obter um visto de negócios brasileiro podia levar de três a cinco semanas — uma eternidade quando engenheiros são necessários em um projeto de mineração ou banqueiros precisam fechar um negócio em São Paulo. A isenção elimina esse gargalo, permitindo viagens na mesma semana, desde que os visitantes apresentem passaporte válido por seis meses, comprovante de recursos financeiros e passagens de retorno ou continuação de viagem.
Autoridades do turismo esperam um impacto visível. Mesmo durante a temporada afetada pela pandemia em 2022, 55 mil turistas chineses gastaram em média US$ 1.900 cada no Brasil, segundo a Embratur. O retorno aos volumes de 2019 (aproximadamente 131 mil visitantes) injetaria entre US$ 100 e 150 milhões extras no setor hoteleiro brasileiro — e esse valor pode aumentar caso as companhias aéreas restabeleçam a capacidade de aeronaves de grande porte na rota Guangzhou–São Paulo, como antes da Covid.
A isenção, no entanto, é unilateral para sete dos oito países; apenas a China concede o mesmo privilégio aos cidadãos brasileiros. Essa assimetria evidencia o interesse do Brasil em atrair viajantes de alto poder aquisitivo e de longa distância, especialmente em preparação para eventos importantes como o Congresso ICCA de 2027 e a candidatura à Expo Mundial de 2028.
Para os planejadores de mobilidade, a mensagem é clara: o Brasil está aberto, mas é fundamental que os funcionários respeitem o limite de 30/90 dias e evitem qualquer atividade remunerada sem as autorizações adequadas. Empresas chinesas com operações no Brasil também devem revisar suas listas de conformidade. Embora a entrada esteja mais simples, a residência fiscal é estabelecida após 183 dias em um período de 12 meses; as equipes de folha de pagamento precisam monitorar a soma das estadias para evitar surpresas com impostos sobre a renda.
Fonte: Travel and Tour World
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