
O ecossistema de mobilidade italiano se preparou hoje, com o portal automotivo SicurAUTO.it divulgando o calendário definitivo de greves para março de 2026. Publicado em 3 de março, o boletim confirma uma greve geral de 24 horas na segunda-feira, 9 de março, que pode paralisar ônibus, linhas de metrô, trens regionais e parte dos voos domésticos e europeus. Paralisações específicas por setor marcam o restante do mês. A rede EAV de Nápoles fará uma paralisação de 24 horas em 6 de março, enquanto os funcionários da ATM de Milão planejam uma paralisação de um dia inteiro em 27 de março, coincidindo com uma ação de quatro horas dos turnos noturnos da EAV em Nápoles. A operadora ferroviária Italo-NTV realizará uma greve de oito horas em 11 de março (09h01 às 16h59), e paralisações nos serviços de atendimento nos aeroportos de Linate, Malpensa e Brescia estão previstas para 18 de março, junto com uma greve de quatro horas da tripulação de cabine da ITA Airways e easyJet. Para gestores de mobilidade global, o calendário é um alerta operacional. Multinacionais com operações na Itália devem ativar planos de contingência — reagendando reuniões, reservando passagens ferroviárias flexíveis ou utilizando cláusulas de trabalho remoto. Segundo as regras italianas das ‘fasce di garanzia’, os serviços de transporte nos horários de pico devem continuar operando, mas a aplicação varia conforme a região. Viajantes devem acompanhar as notificações da Trenitalia, Italo e das companhias aéreas para identificar os serviços garantidos. Economistas do trabalho destacam que a série de greves reflete negociações travadas sobre indexação da inflação e legislação de serviços mínimos. O Ministério dos Transportes ainda não emitiu ordens raras de ‘precettazione’ para obrigar os funcionários a trabalhar, indicando que a intensidade das paralisações dependerá da adesão sindical. Seguradoras de viagens corporativas já alertam para possíveis cobranças extras, e vários fornecedores de mudanças recomendam que clientes evitem agendar entregas de bens domésticos nas segunda e terceira semanas de março. O calendário será atualizado caso novas ações sindicais sejam registradas; especialistas esperam novos chamados para abril, caso as negociações permaneçam estagnadas.
Fonte: SicurAUTO.it