
A deputada Bonnie Watson Coleman (D-NJ) apresentou em 8 de março o "Welcoming International Success Act", um projeto de lei que revogaria a proclamação do presidente Trump de setembro de 2025, que impôs uma taxa de US$ 100.000 e aumentou os limites salariais vigentes para cada nova petição H-1B. A proposta também orientaria o Departamento do Trabalho a restaurar a metodologia salarial de 2024 e proibiria futuras “sobretaxas extralegais” em casos sujeitos ao limite anual. Coleman argumenta que a proclamação tornou inviável para universidades, hospitais e startups a contratação de especialistas estrangeiros. Segundo a American Hospital Association, as solicitações H-1B para médicos caíram 38% na atual temporada, agravando a escassez de atendimento em áreas rurais. Coalizões do setor de tecnologia afirmam que pequenos empregadores estão optando pela nearshoring por não conseguirem arcar com taxas de seis dígitos por trabalhador. O projeto conta com cinco co-patrocinadores democratas e é apoiado pela Câmara de Comércio dos EUA e pelo Conselho da Indústria de Tecnologia da Informação, sinalizando uma rara convergência entre defensores dos trabalhadores e grandes empresas. No entanto, a liderança republicana na Câmara ainda não agendou uma audiência, e o projeto enfrenta oposição de membros que defendem a aprovação do mais rigoroso PAUSE Act. Se aprovado, o texto teria efeito retroativo para petições apresentadas a partir de 21 de setembro de 2025, desencadeando um processo complexo de reembolso. Advogados de imigração recomendam que os clientes guardem comprovantes de pagamento na expectativa de possíveis créditos ou reembolsos. Mesmo sem aprovação, a proposta aumenta a pressão sobre o USCIS e o DHS, que já enfrentam pelo menos três ações judiciais contestando a taxa como um imposto ilegal. Gestores de mobilidade devem preparar cenários para ambos os casos — mantendo orçamentos para a nova loteria ponderada e se preparando para uma possível revogação ainda este ano.
Fonte: Indica News