
Em sua mais recente tentativa de reduzir permanências irregulares de curta duração, o Departamento de Estado dos EUA confirmou discretamente em 24 de março que o polêmico programa piloto de caução para vistos — que exige que alguns solicitantes dos vistos B-1/B-2 depositem uma garantia reembolsável de até US$ 15.000 — será ampliado de seis para dezoito países a partir de 2 de abril de 2026. Segundo as orientações atualizadas, registradas na página da Wikipédia “Travel bans under the Trump administrations”, a nova lista inclui Camboja, Etiópia, Geórgia, Granada, Lesoto, Maurício, Mongólia, Moçambique, Nicarágua, Papua-Nova Guiné, Seychelles e Tunísia. A caução, paga antes da análise consular, é reembolsada somente se o viajante deixar os Estados Unidos antes do término do período autorizado. Autoridades afirmam que o piloto de 2025, que abrangeu Malawi e Zâmbia, reduziu as taxas de permanência irregular em 97%. Defensores dos direitos humanos argumentam que a exigência de um depósito em dinheiro de cinco dígitos prejudica desproporcionalmente pequenos negócios e visitantes familiares de países de baixa renda, funcionando como um esquema de “pague para visitar”. Para empregadores nos EUA, a ampliação traz mais burocracia ao receber visitantes dos países recém-incluídos — especialmente em viagens de vendas, programas de treinamento e projetos curtos de consultoria, que normalmente usam a classificação B-1. As empresas devem revisar seus processos de aprovação de viagens para identificar viajantes que possam precisar depositar caução e prever tempo extra para processamento. O Departamento insiste que a medida é temporária, mas fontes internas indicam que dados sólidos de conformidade podem tornar a caução uma prática permanente. Um alto funcionário consular, que falou anonimamente, destacou que “o Congresso está pressionando por uma redução mensurável nas permanências irregulares; a caução é a métrica mais rápida que temos.” As equipes de mobilidade devem acompanhar novos avisos no Federal Register para possíveis estruturas de caução escalonadas — ou uma expansão para vistos de estudantes e trabalhadores sazonais.