
Todos os nove centros de distribuição em Bruxelas permaneceram bloqueados em 23 de abril, enquanto a greve na operadora postal belga Bpost entrou na quarta semana. A paralisação — motivada por mudanças propostas nos turnos para lidar com o aumento no volume de encomendas — interrompeu a entrega de correspondências e documentos de identificação na capital, espalhando-se para partes da Flandres e da maior parte da Valônia. Para os funcionários com mobilidade internacional, a situação vai além de um simples transtorno: cartões biométricos de residência, cartas de autorização de trabalho e códigos PIN bancários são enviados por correio registrado. Segundo empresas de realocação, mais de 3.000 recém-chegados aguardam os cartões de residência necessários para concluir o registro municipal e abrir contas bancárias. Vários departamentos de RH passaram a organizar a retirada presencial nos escritórios municipais, embora com cotas limitadas. As negociações entre a direção e os três sindicatos foram retomadas nesta manhã, com uma proposta revisada prevista para votação dos membros em 24 de abril. Mesmo que um acordo seja alcançado, a Bpost alerta que levará pelo menos uma semana para normalizar o atraso — prazo maior para itens seguros que exigem controle rigoroso de custódia. FedEx e DHL registram um aumento de 22% nas remessas expressas dentro da Bélgica, à medida que empresas desviam documentos críticos. Recomenda-se que as empresas emitam cartas de confirmação assinadas e aprovações digitais de imigração, que os funcionários possam apresentar a proprietários, bancos e policiais durante fiscalizações. As equipes de mobilidade também devem informar as seguradoras, já que algumas apólices de saúde privadas exigem o número físico do cartão de residência para ativar a cobertura. A longo prazo, a greve evidencia a vulnerabilidade da Bélgica a falhas logísticas centralizadas para documentos oficiais. A associação empresarial VBO-FEB está pressionando o Ministério do Interior a acelerar os planos para permitir a retirada presencial dos cartões de residência nas prefeituras de todo o país — prática já comum na vizinha Holanda.
Fonte: The Brussels Times