
A operadora postal da Bélgica, Bpost, confirmou em 22 de abril que a greve industrial — já na quarta semana — continua a paralisar a entrega de correspondências na Região da Capital Bruxelas e em grande parte da Valônia. Com os centros de distribuição em Liège, Charleroi e partes da capital ainda bloqueados, menos da metade das cartas e encomendas estão chegando ao destino; em Bruxelas, nenhuma entrega foi realizada na quarta-feira. Para as equipes de mobilidade global, o momento não poderia ser pior. Os escritórios municipais dependem da rede segura da Bpost para enviar permissões de residência recém-impressas e cartas de aprovação do Anexo-46 para trabalhadores estrangeiros. Consultores de RH relatam que cartões emitidos desde 8 de abril estão presos em depósitos intermediários, impedindo que novos contratados façam registro local, abram contas bancárias ou assinem contratos de aluguel. Enquanto a Flandres está em grande parte poupada — a Bpost afirma que 91% das entregas lá estão operacionais —, empresas que transferem funcionários para Bruxelas e Valônia estão aconselhando os colaboradores a portar avisos digitais de aprovação ao viajar dentro e fora do Espaço Schengen. Algumas comunas começaram a emitir certificados provisórios, mas estes nem sempre são aceitos pelas companhias aéreas. A direção e os sindicatos retomaram as negociações esta semana após os trabalhadores rejeitarem um projeto de acordo para reestruturação. Ambas as partes esperam chegar a um acordo final antes do feriado de 1º de maio, tradicionalmente um dos fins de semana mais movimentados para mudanças na Bélgica. Mesmo que um acordo seja alcançado, a Bpost alerta que levará “pelo menos três semanas” para normalizar o grande volume de correspondências não entregues. Os empregadores devem incluir tempo extra nos cronogramas de integração e considerar a coleta por courier de documentos críticos sempre que possível. Quem planeja iniciar atividades em 1º de maio pode precisar adiar até que os funcionários tenham os cartões físicos em mãos.
Fonte: The Brussels Times