
O mais alto tribunal administrativo da França deu ao governo até novembro de 2026 para eliminar “falhas anormais” no processamento de pedidos de autorização de residência. Em uma decisão de 6 de maio, o Conseil d’État apontou que falhas na plataforma digital e a falta de pessoal deixam muitos residentes estrangeiros sem documentação por meses, violando seu direito ao trabalho e aos benefícios sociais. Em resposta no dia seguinte, o ministro do Interior, Laurent Nuñez, apresentou um plano de ação: 500 funcionários extras nas prefeituras, aumento do período de retenção de impressões digitais para dez anos (antes eram cinco), renovação automática dos documentos provisórios e um guia de boas práticas recomendando que os oficiais emitam por padrão cartões ‘Talent’ e de residência com validade de 10 anos. As prefeituras também devem priorizar as renovações para evitar lacunas nos direitos. Para as empresas, as mudanças podem reduzir drasticamente a espera média de 117 dias, que tem forçado alguns funcionários a entrarem em licença não remunerada enquanto aguardam a documentação. O plano menciona especificamente os candidatos ao ‘Passeport-Talent’ patrocinados por empresas, prometendo verificações mais leves, já que a triagem ocorre na fase do visto. No entanto, os gestores de mobilidade devem se preparar para o aumento do uso do portal ANEF, incluindo o pagamento eletrônico obrigatório dos selos fiscais, que foram reajustados em 1º de maio. O descumprimento do prazo imposto pelo tribunal pode resultar em multas diárias ao Estado e incentivar novas ações judiciais por ONGs. Os empregadores são aconselhados a manter cópias dos recibos provisórios emitidos pelo tribunal, que, segundo a decisão, devem ser “emitidos sistematicamente” para garantir os direitos trabalhistas e de saúde durante o processamento.
Fonte: The Connexion