
A partir de 11 de maio de 2026, portadores de passaporte comum chinês não precisarão mais de visto para visitar o Brasil por estadias de até 30 dias. A tão aguardada isenção – anunciada em Brasília na semana passada e já em vigor – torna o Brasil a primeira economia do G20 no Hemisfério Ocidental a dispensar vistos unilateralmente para visitantes chineses. O Aeroporto de Pudong, em Xangai, registrou o primeiro grupo de passageiros sem visto embarcando para São Paulo poucas horas após a mudança.
A medida completa um ciclo de reciprocidade: a China concedeu entrada sem visto por 30 dias para brasileiros em maio de 2025 e, desde então, recebeu cerca de 85 mil viajantes brasileiros pelos portos de Xangai – um aumento de 39,7% em relação ao ano anterior. Autoridades brasileiras esperam replicar esse crescimento atraindo turistas chineses, estudantes e, especialmente, gestores de compras que participam de feiras comerciais em São Paulo, Santa Catarina e no emergente polo de hidrogênio verde no Ceará.
Do ponto de vista da mobilidade corporativa, a política reduz significativamente o tempo para início de projetos e auditorias em fábricas. Integradores de tecnologia de Shenzhen agora podem enviar engenheiros para parques solares brasileiros com apenas dois dias de antecedência, enquanto delegações do agronegócio brasileiro podem retornar à China sem se preocupar com a disponibilidade de vistos. É importante destacar que a isenção não cobre emprego remunerado; funcionários em missões de longo prazo ainda precisam de autorizações de trabalho conforme o estatuto migratório brasileiro 13.445/17.
As companhias aéreas já estão ajustando suas operações. A China Southern avalia um voo direto Guangzhou–São Paulo para complementar as rotas existentes via Paris e Doha, enquanto a LATAM considera que a demanda chinesa pode justificar a retomada da rota Santiago–Auckland–Xangai já no quarto trimestre de 2026. Compradores de passagens devem ficar atentos às classes tarifárias: é esperado um aumento temporário nas reservas de lazer com o lançamento do novo reembolso do e-tax turístico brasileiro em julho.
Estratégicamente, a isenção reforça o alinhamento crescente entre Pequim e Brasília na facilitação do comércio. Com a China absorvendo 31% das exportações brasileiras e grandes empresas de soja, carne bovina e lítio buscando ampliar canais de venda nas províncias do interior chinês, a eliminação de barreiras para viagens executivas elimina um obstáculo persistente. Espera-se que outros membros do Mercosul analisem os resultados do Brasil – caso o número de chegadas aumente, Argentina e Uruguai podem considerar adotar isenções semelhantes para cidadãos chineses.
A medida completa um ciclo de reciprocidade: a China concedeu entrada sem visto por 30 dias para brasileiros em maio de 2025 e, desde então, recebeu cerca de 85 mil viajantes brasileiros pelos portos de Xangai – um aumento de 39,7% em relação ao ano anterior. Autoridades brasileiras esperam replicar esse crescimento atraindo turistas chineses, estudantes e, especialmente, gestores de compras que participam de feiras comerciais em São Paulo, Santa Catarina e no emergente polo de hidrogênio verde no Ceará.
Do ponto de vista da mobilidade corporativa, a política reduz significativamente o tempo para início de projetos e auditorias em fábricas. Integradores de tecnologia de Shenzhen agora podem enviar engenheiros para parques solares brasileiros com apenas dois dias de antecedência, enquanto delegações do agronegócio brasileiro podem retornar à China sem se preocupar com a disponibilidade de vistos. É importante destacar que a isenção não cobre emprego remunerado; funcionários em missões de longo prazo ainda precisam de autorizações de trabalho conforme o estatuto migratório brasileiro 13.445/17.
As companhias aéreas já estão ajustando suas operações. A China Southern avalia um voo direto Guangzhou–São Paulo para complementar as rotas existentes via Paris e Doha, enquanto a LATAM considera que a demanda chinesa pode justificar a retomada da rota Santiago–Auckland–Xangai já no quarto trimestre de 2026. Compradores de passagens devem ficar atentos às classes tarifárias: é esperado um aumento temporário nas reservas de lazer com o lançamento do novo reembolso do e-tax turístico brasileiro em julho.
Estratégicamente, a isenção reforça o alinhamento crescente entre Pequim e Brasília na facilitação do comércio. Com a China absorvendo 31% das exportações brasileiras e grandes empresas de soja, carne bovina e lítio buscando ampliar canais de venda nas províncias do interior chinês, a eliminação de barreiras para viagens executivas elimina um obstáculo persistente. Espera-se que outros membros do Mercosul analisem os resultados do Brasil – caso o número de chegadas aumente, Argentina e Uruguai podem considerar adotar isenções semelhantes para cidadãos chineses.
Fonte: CGTN
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