
Reportagem da Reuters em 23 de junho revelou que pelo menos 40 pessoas morreram afogadas na França enquanto buscavam alívio para a onda de calor recorde, destacando implicações mais amplas para a segurança e mobilidade diante do clima extremo. O primeiro-ministro afirmou que as mortes ocorreram principalmente em rios e canais sem supervisão entre os dias 18 e 23 de junho. A mesma onda de calor levou ao cancelamento de vários serviços de alta velocidade entre Paris e Bruxelas e fez com que a Eurostar alertasse os passageiros para viajarem apenas em casos essenciais. Em vários aeroportos regionais franceses, tempestades associadas à cúpula de calor "Omega" causaram desvios e novos atrasos à noite, agravando as paralisações anteriores devido à temperatura do solo. Grupos empresariais relataram perdas de produtividade com o fechamento de canteiros de obras ao ar livre após o meio-dia e empresas de entregas limitaram as horas dos motoristas. Corretores de seguros preveem um aumento nas reclamações de seguro de viagem corporativa por conexões perdidas e emergências médicas. Equipes de mobilidade global são aconselhadas a integrar limites meteorológicos nos protocolos de duty of care — acionando opções de trabalho remoto ou uso de quartos de hotel durante o dia quando o índice de calor ultrapassar 39 °C — e a esclarecer a cobertura para atividades de lazer realizadas por funcionários em missão. Autoridades consulares reforçaram que os incidentes de afogamento podem afetar a capacidade local de resgate justamente no início do pico de chegada de turistas no verão.
Fonte: Reuters via WIFC