
Em uma coletiva online divulgada em 23 de junho de 2026 pelo site especializado ETIAS Pro, o diretor executivo adjunto da Frontex, Uku Särekanno, alertou que o novo Sistema de Entrada/Saída (EES) da UE vai causar longas filas em aeroportos, portos marítimos e no Eurotúnel por até 24 meses após sua ativação completa em 10 de abril de 2026. O problema, segundo ele, está na coleta demorada das impressões digitais e imagens faciais pela primeira vez de cada viajante não pertencente à UE. Os centros franceses já sentiram o impacto durante testes parciais: o aeroporto Paris-Charles-de-Gaulle registrou filas de 90 minutos nos períodos de pico durante feriados nesta primavera, enquanto passageiros do Eurostar em Lille reclamaram de conexões perdidas. Para aliviar a pressão, a França instalará 420 quiosques de autoatendimento adicionais em 25 aeroportos e portos principais até setembro e ampliará o programa de portões eletrônicos PARAFE para incluir mais nacionais de países terceiros. Gestores de viagens corporativas devem se preparar para tempos maiores de espera: a Air France recomenda que passageiros premium cheguem com quatro horas de antecedência para voos de longa distância em julho e agosto, e a SNCF está ajustando os horários do TGV para criar margens de segurança nas conexões com o Eurostar. Empresas também estão revisando protocolos de cuidado para funcionários com deficiência, que podem ter dificuldades com períodos prolongados em pé. Apesar das dificuldades, autoridades destacam que, uma vez que o viajante esteja cadastrado biometricamente, as travessias subsequentes serão mais rápidas do que o antigo modelo de carimbo no passaporte. A Frontex espera que os tempos de processamento se normalizem em 2027, à medida que viajantes frequentes representem uma parcela maior do tráfego e as companhias aéreas aprimorem os sistemas de dados antecipados.
Fonte: ETIAS Pro