
A Guarda de Fronteira da Polônia anunciou em 7 de julho que um cidadão ucraniano de 44 anos foi deportado pelo posto de controle de Medyka e proibido de entrar na Polônia e na área Schengen por sete anos. O homem, que possuía uma autorização de residência temporária, foi considerado uma ameaça à ordem pública após múltiplas condenações — incluindo um caso de direção sob efeito de álcool com nível de 3 por mil de álcool no sangue — e várias intervenções policiais por distúrbios públicos. O caso reforça a postura mais rigorosa do Ministério do Interior em relação a estrangeiros com antecedentes criminais, introduzida na emenda de 2025 à Lei dos Estrangeiros. Segundo as novas regras, autorizações de residência podem ser revogadas se o titular representar “um perigo real e iminente à segurança pública”, mesmo que a permissão original tenha sido concedida legalmente. Empregadores que contratam cidadãos ucranianos sob proteção temporária ou permissões de trabalho padrão são alertados de que condutas criminosas podem levar a ordens rápidas de expulsão, prejudicando projetos. As equipes de RH devem, portanto, ampliar as verificações de conformidade e reforçar junto aos funcionários os padrões legais poloneses, especialmente no que diz respeito à segurança no trânsito. Para a comunidade ucraniana mais ampla — cerca de um milhão de pessoas na Polônia — o incidente serve como um alerta, mas não representa mudança na política: o acesso humanitário e ao mercado de trabalho permanece garantido. Ainda assim, advogados especializados em migração esperam um aumento nas expulsões em casos envolvendo álcool ou violência.
Fonte: Polish Border Guard
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