
A polícia antidrogas boliviana (FELCN) entregou dois fugitivos brasileiros à Polícia Federal em Puerto Quijarro no dia 12 de julho, por meio do mecanismo de entrega rápida acordado no ano passado entre La Paz e Brasília. Os suspeitos — procurados por roubo à mão armada e pelo assassinato de um agente federal brasileiro em 2025 — foram detidos em Santa Cruz e transferidos para o lado brasileiro em menos de 48 horas. Este é o primeiro caso de grande repercussão que utiliza os protocolos simplificados de “perseguição imediata”, que permitem às autoridades evitar longos processos de extradição quando os suspeitos são capturados a até 150 km da fronteira. Para equipes de mobilidade global e segurança corporativa que atuam no corredor bioceânico, o acordo promete a remoção mais rápida de criminosos violentos que frequentemente atacam caminhoneiros estrangeiros e funcionários de projetos na região tríplice fronteira. O Ministério da Justiça do Brasil afirma que o protocolo já reduziu o tempo médio de transferência de nove meses para nove dias, liberando vagas em presídios e diminuindo custos com custódia provisória. Essa iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla de mobilidade e segurança: a partir de agosto, postos da Polícia Federal em Corumbá e Foz do Iguaçu implementarão controles biométricos de entrada e saída, financiados pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento. Analistas alertam, porém, que as devoluções aceleradas devem respeitar os direitos ao devido processo legal e evitar a deportação inadvertida de solicitantes de asilo. Empresas que movimentam pessoal pela fronteira Bolívia-Brasil devem garantir que os viajantes portem documentos de identificação verificáveis e tenham acesso a assistência jurídica em caso de erro de identidade durante operações conjuntas.
Fonte: Correio de Corumbá