
O Centro Hidrográfico da Marinha do Brasil emitiu um alerta de ressaca para a costa do Rio de Janeiro, prevendo ondas de 2,5 a 3 metros até as 9h do dia 14 de julho. O aviso, publicado às 10h45 do dia 13 de julho, levou o Porto do Rio a suspender o tráfego de embarcações menores e recomendou que os navios de cruzeiro programados para atracar no Pier Mauá ajustem seus horários de chegada ou aguardem em ancoragem. A companhia MSC Preziosa, que embarcaria 3.200 passageiros para um cruzeiro de reposicionamento costeiro, informou aos agentes que pode atrasar o embarque em até seis horas caso as condições de ressaca persistam. Operadoras de helicópteros que atendem as plataformas da Petrobras na Bacia de Campos também estão revisando as janelas de voo, já que o spray do mar pode comprometer as operações nos decks. Para os planejadores de mobilidade corporativa, o principal risco é o atraso em voos de conexão: os passageiros devem manter passagens flexíveis nos aeroportos Santos Dumont e Galeão. O alerta ocorre durante a alta temporada turística de inverno no Rio. Hotéis registram aumento de 15% nas reservas domésticas, impulsionadas pelas férias escolares, o que pode tornar escassa a oferta de acomodações alternativas para hóspedes de cruzeiros atrasados. A secretaria de turismo da cidade ativou o protocolo ‘Safe Shore’, reforçando o efetivo de salva-vidas e equipes de informação em Copacabana e Ipanema para coibir práticas de esportes aquáticos arriscados. Historicamente, as ressacas de inverno causam prejuízos de até R$ 20 milhões por dia à economia local devido ao cancelamento de passeios náuticos. Os envolvidos no setor pressionam pela construção de um pontão quebra-ondas dedicado no Pier Mauá — um investimento estimado em R$ 110 milhões pela autoridade portuária, que reduziria pela metade os dias de interrupção. Até lá, gestores de viagens devem acompanhar os boletins da Marinha (Aviso NRP) e incluir cláusulas climáticas nos contratos de eventos e congressos (MICE).
Fonte: O Dia