
O Ministério da Aviação Civil da Índia confirmou durante a noite que o portal Air Suvidha – inicialmente criado durante a pandemia de Covid-19 – foi reformulado como Air Suvidha 2.0 e agora é obrigatório para todos os passageiros internacionais, independentemente do status de vacinação ou nacionalidade. O relançamento, válido a partir de 17 de julho de 2026, é uma resposta direta aos surtos de Ebola na África Central e tem como objetivo fornecer aos Oficiais de Saúde Portuária dados em tempo real antes do desembarque dos passageiros. O formulário deve ser preenchido no máximo 24 horas antes da partida do primeiro trecho com destino à Índia. As companhias aéreas já estão integrando a chamada API no check-in online; passageiros sem o QR de confirmação serão marcados como “DOCUMENTOS NÃO OK”. Viajantes frequentes relatam que os códigos OTP ainda são enviados apenas para números de celular indianos, portanto, quem não tiver um chip local deve designar um colega ou agente de relocação para receber os códigos. Os dados são automaticamente enviados ao Sistema de Informação Avançada de Passageiros do Bureau de Imigração, permitindo filas de triagem baseadas em risco em 13 aeroportos principais. Autoridades afirmam que o sistema reduziu o tempo médio de liberação sanitária de nove para três minutos em testes piloto realizados em Delhi e Mumbai na semana passada. Para as empresas, o impacto operacional é duplo. As equipes de mobilidade precisam incorporar o formulário nos processos pré-viagem – semelhante à retomada da Declaração Digital de Passageiros da Austrália – e atualizar os painéis de monitoramento de viagens para registrar o QR do Air Suvidha como comprovante de conformidade. Além disso, os responsáveis pela privacidade devem observar que o formulário agora solicita o histórico de viagens dos últimos 21 dias e detalhes da acomodação na Índia, levantando questões sobre minimização de dados conforme as regulamentações da UE e da Lei de Proteção de Dados Pessoais da Índia (DPDP). O não cumprimento traz riscos práticos, não punitivos: passageiros não conformes serão encaminhados para triagem secundária e podem ser submetidos a quarentena ou impedidos de entrar caso apresentem sintomas. Durante o pico da monção, até mesmo um atraso de 30 minutos pode causar perda de conexões. Por isso, a adoção antecipada se torna uma vantagem competitiva para equipes de projetos que rotacionam funcionários pela Índia.
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