
Brasileiros que planejam viajar para os Estados Unidos enfrentam a maior espera em dois anos para entrevistas de visto B1/B2. Dados divulgados pelo Departamento de Estado dos EUA e reportados pelo iG Turismo em 21 de setembro mostram que o Consulado-Geral em Porto Alegre registra atualmente uma fila média de 75 dias para novos solicitantes. São Paulo e Brasília apresentam espera de 30 dias, enquanto Rio de Janeiro e Recife continuam sendo os mais rápidos, com cerca de duas semanas. O acúmulo de pedidos ocorre após a retomada da demanda pós-pandemia e devido a rotações de pessoal ligadas ao novo ciclo orçamentário americano para o ano fiscal de 2027. Embora a emissão de vistos da categoria B para brasileiros tenha ultrapassado 1 milhão em 2025, os oficiais continuam priorizando pedidos de estudantes e trabalhadores, o que prolonga o tempo para turistas e negócios. Solicitantes elegíveis para programas de renovação sem entrevista têm prazos menores, pois só precisam entregar o passaporte para verificação documental. Empresas de gestão de viagens recomendam que viajantes corporativos garantam suas entrevistas com pelo menos três meses de antecedência, considerem o tempo de envio do passaporte e acompanhem os painéis consulares, que são atualizados semanalmente, podendo liberar vagas repentinamente. Equipes de RH que planejam missões nos EUA para o primeiro trimestre de 2027 devem reservar as datas de entrevista o quanto antes e avaliar a possibilidade de agendar em consulados com filas menores, caso os funcionários possam viajar internamente. As filas mais longas também reacendem o debate sobre a inclusão do Brasil no Programa de Isenção de Vistos dos EUA. Brasília já cumpriu a maioria dos requisitos de segurança, mas a taxa de permanência irregular de brasileiros em 2025 (1,9%) ainda está acima do limite tradicionalmente exigido por Washington, que é inferior a 1%. Até que reformas estruturais sejam implementadas, gestores de mobilidade precisam considerar o tempo extra nos orçamentos dos projetos e incluir cláusulas de contingência nas políticas de viagem para cobrir custos de reagendamento.
Fonte: iG Turismo