
Uma linha de tempestades intensas atravessou Minas Gerais em 30 de setembro, impedindo a operação de helicópteros e forçando a suspensão temporária dos voos de aeronaves fixas no Aeroporto Presidente Itamar Franco (IZA/SBZM), próximo a Juiz de Fora. A interrupção climática ganhou destaque nacional após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não conseguir seguir de avião para um evento de campanha, tendo que retornar a Brasília. NOTAMs emitidos pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) indicaram redução no horário de atendimento do tráfego aéreo e a suspensão da aceitação do plano de voo ‘AFIL’ para Aviação Geral, enquanto tripulações de companhias aéreas relataram arremetidas e desvios para Belo Horizonte e Rio de Janeiro. O fechamento da Zona da Mata coincidiu com o pico de viagens corporativas de final de trimestre, deixando passageiros de negócios retidos e atrasando cargas urgentes destinadas ao corredor industrial Juiz de Fora-Muriaé. Latam e Azul ativaram isenções para operações irregulares, permitindo alterações de passagens sem penalidade para viagens até 3 de outubro. O transporte terrestre também foi afetado, com chuvas torrenciais alagando trechos da rodovia BR-267, que liga o aeroporto aos polos produtivos da região. Empresas com expatriados foram orientadas a revisar protocolos de contato emergencial e garantir que os funcionários utilizem aplicativos de monitoramento de viagens que forneçam alertas meteorológicos em tempo real. Meteorologistas do INMET (Instituto Nacional de Meteorologia) alertam que o forte padrão El Niño deve intensificar sistemas convectivos até novembro, aumentando a possibilidade de novas fechamentos de aeroportos no Sudeste com pouco aviso prévio. Gestores de mobilidade podem considerar Belo Horizonte-Confins ou Rio Galeão como aeroportos alternativos para missões em Minas Gerais nas próximas oito semanas.