
Em uma votação polêmica em 5 de dezembro, o Bundestag alemão aprovou uma lei que permite ao governo federal designar novos “países de origem seguros” por meio de regulamento, sem necessidade de legislação completa. A coalizão CDU/CSU e SPD aprovou a medida com 455 votos a favor e 130 contra, enquanto deputados dos Verdes e da Esquerda se posicionaram contra.
Segundo a legislação da UE, pedidos de asilo de nacionais de países considerados “seguros” são tratados em um procedimento acelerado e quase sempre rejeitados. Até agora, a Alemanha só podia incluir países nessa lista por meio de uma lei aprovada pelas duas câmaras do parlamento. O novo marco permite que o gabinete atue unilateralmente, dependendo apenas do consentimento do Bundesrat quando a mudança envolver casos do artigo 16a (direito constitucional ao asilo).
O ministro do Interior, Alexander Dobrindt, defendeu que a reforma vai desestimular pedidos “claramente infundados” e liberar recursos para quem realmente precisa de proteção. Críticos alertam que o poder executivo para declarar a segurança pode se tornar uma ferramenta política e enfraquecer direitos individuais, especialmente porque o mesmo projeto elimina a nomeação obrigatória de advogado em audiências de detenção para deportação.
Para os empregadores, decisões negativas mais rápidas significam que nacionais sem proteção terão menos tempo para permanecer na Alemanha e buscar rotas alternativas de residência, como vistos de trabalho ou treinamento. Equipes de mobilidade global devem revisar a composição nacional de seus funcionários e se preparar para prazos mais apertados caso percam o status de requerentes de asilo.
O Ministério do Interior deve divulgar o primeiro grupo de países candidatos — supostamente incluindo Geórgia, Moldávia e partes dos Bálcãs Ocidentais — no início de 2026, após consulta à Agência Europeia de Asilo.
Segundo a legislação da UE, pedidos de asilo de nacionais de países considerados “seguros” são tratados em um procedimento acelerado e quase sempre rejeitados. Até agora, a Alemanha só podia incluir países nessa lista por meio de uma lei aprovada pelas duas câmaras do parlamento. O novo marco permite que o gabinete atue unilateralmente, dependendo apenas do consentimento do Bundesrat quando a mudança envolver casos do artigo 16a (direito constitucional ao asilo).
O ministro do Interior, Alexander Dobrindt, defendeu que a reforma vai desestimular pedidos “claramente infundados” e liberar recursos para quem realmente precisa de proteção. Críticos alertam que o poder executivo para declarar a segurança pode se tornar uma ferramenta política e enfraquecer direitos individuais, especialmente porque o mesmo projeto elimina a nomeação obrigatória de advogado em audiências de detenção para deportação.
Para os empregadores, decisões negativas mais rápidas significam que nacionais sem proteção terão menos tempo para permanecer na Alemanha e buscar rotas alternativas de residência, como vistos de trabalho ou treinamento. Equipes de mobilidade global devem revisar a composição nacional de seus funcionários e se preparar para prazos mais apertados caso percam o status de requerentes de asilo.
O Ministério do Interior deve divulgar o primeiro grupo de países candidatos — supostamente incluindo Geórgia, Moldávia e partes dos Bálcãs Ocidentais — no início de 2026, após consulta à Agência Europeia de Asilo.
Fonte: Deutscher Bundestag
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