
Paris-Charles de Gaulle (CDG) – o segundo maior aeroporto da Europa – enfrentou dificuldades no início da temporada de viagens de lazer na primavera, em 11 de março, com 96 atrasos e 15 cancelamentos totais afetando voos de longa distância e dentro da UE. As companhias aéreas mais impactadas foram El Al, Qatar Airways, Emirates, Lufthansa e Air France, com efeitos em conexões para Nova York, Dubai, Tóquio e diversas capitais europeias. Empresas de serviços em solo atribuem o problema a uma combinação crítica de falta crônica de pessoal – ainda 12% abaixo dos níveis pré-pandemia – e um aumento repentino na demanda devido a feiras comerciais, como a JEC World, feira de compósitos com 40 mil delegados em Villepinte. A situação piorou com tempestades que forçaram o fechamento temporário das pistas, reduzindo ainda mais os horários disponíveis e desorganizando a posição de aeronaves e tripulações. Para gestores de mobilidade corporativa, o episódio reforça que a recuperação do CDG ainda é frágil. Empresas que transferem talentos para ou via Paris devem prever tempos maiores para conexões, considerar rotas alternativas via Lyon ou Bruxelas para voos dentro da UE e orientar os funcionários a guardar comprovantes de despesas para possível compensação conforme o regulamento europeu EU 261. Transportadoras de cargas críticas em porões de aeronaves também enfrentam riscos; remessas urgentes podem precisar ser remarcadas em voos cargueiros saindo de Liège ou Luxemburgo. O operador aeroportuário Groupe ADP informou que acelerou a contratação de agentes de segurança e firmou acordos de horas extras com sindicatos para o período olímpico de maio a junho, mas alerta para possíveis novas interrupções causadas pelo clima nas próximas duas semanas. Os viajantes são recomendados a acompanhar o aplicativo do aeroporto e o status do trem RER-B, já que a congestão nas áreas terrestres pode adicionar de 30 a 45 minutos ao tempo total do trajeto do meio-fio ao portão durante picos de cancelamentos.
Fonte: AirHelp