
Em uma manobra processual inesperada, o Senado francês voltou a aprovar uma legislação que proíbe casamentos envolvendo estrangeiros sem status migratório regular. Embora a câmara tenha aprovado o texto pela primeira vez em fevereiro de 2025, a sessão de quarta-feira reafirmou o apoio após o governo usar seus poderes para acelerar a segunda leitura. O projeto agora segue para a Assembleia Nacional, onde suas chances são incertas, mas crescentes diante de uma postura mais rígida sobre imigração.
Os defensores argumentam que a medida é necessária para combater os chamados “casamentos de conveniência” que permitem a migrantes indocumentados obter direitos de residência. Prefeitos reclamam que a lei atual os obriga a realizar cerimônias mesmo quando suspeitam de fraude, e várias recusas de destaque acabaram na justiça. O novo texto permitiria às prefeituras exigir comprovação de estadia legal e suspender a cerimônia para investigações mais aprofundadas.
Grupos de defesa das liberdades civis afirmam que a proposta viola a decisão do Conselho Constitucional de 2003, que garante a liberdade dos estrangeiros de se casarem. Eles alertam que bloquear um casamento pode comprometer pedidos de reunificação familiar e criar uma situação jurídica indefinida para casais binacionais. Especialistas em imigração corporativa também apontam uma consequência não intencional: funcionários transferidos cujas autorizações expirem enquanto aguardam renovação podem temporariamente ficar em situação irregular e, assim, impedidos de se casar na França.
Se a Assembleia aprovar o texto, as empresas poderão precisar atualizar suas políticas de mobilidade global para incluir a documentação adicional que seus funcionários — ou parceiros acompanhantes — terão que apresentar ao planejar um casamento na França. As equipes de RH também devem orientar os colaboradores sobre possíveis implicações relacionadas a dados pessoais, já que as prefeituras terão novos poderes para cruzar informações migratórias com registros civis.
Os defensores argumentam que a medida é necessária para combater os chamados “casamentos de conveniência” que permitem a migrantes indocumentados obter direitos de residência. Prefeitos reclamam que a lei atual os obriga a realizar cerimônias mesmo quando suspeitam de fraude, e várias recusas de destaque acabaram na justiça. O novo texto permitiria às prefeituras exigir comprovação de estadia legal e suspender a cerimônia para investigações mais aprofundadas.
Grupos de defesa das liberdades civis afirmam que a proposta viola a decisão do Conselho Constitucional de 2003, que garante a liberdade dos estrangeiros de se casarem. Eles alertam que bloquear um casamento pode comprometer pedidos de reunificação familiar e criar uma situação jurídica indefinida para casais binacionais. Especialistas em imigração corporativa também apontam uma consequência não intencional: funcionários transferidos cujas autorizações expirem enquanto aguardam renovação podem temporariamente ficar em situação irregular e, assim, impedidos de se casar na França.
Se a Assembleia aprovar o texto, as empresas poderão precisar atualizar suas políticas de mobilidade global para incluir a documentação adicional que seus funcionários — ou parceiros acompanhantes — terão que apresentar ao planejar um casamento na França. As equipes de RH também devem orientar os colaboradores sobre possíveis implicações relacionadas a dados pessoais, já que as prefeituras terão novos poderes para cruzar informações migratórias com registros civis.
Fonte: Paris Times
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