
O turismo de lazer e negócios dos brasileiros para o México disparou desde que o país reinstaurou a exigência do visto eletrônico (e-Visa) para brasileiros no final de 2023. Segundo dados divulgados em 21 de abril de 2026 pela Unidade de Inovação e Profissionalização do Turismo do México, foram registradas 12 mil solicitações de e-Visa entre fevereiro e abril apenas. Caso todos os viajantes aprovados embarquem, as autoridades mexicanas estimam que as companhias aéreas precisarão adicionar o equivalente a 15 a 20 voos de ida e volta para acomodar os assentos extras.
Por trás desse aumento está uma combinação de fatores. O México eliminou a maioria das exigências sanitárias no ano passado, enquanto a desvalorização do real tornou o Caribe e a América do Norte opções mais atraentes. Paralelamente, operadoras brasileiras têm promovido resorts em Cancún e roteiros culturais na Cidade do México em feiras como a WTM Latin America, em São Paulo. Como o e-Visa é emitido totalmente online — geralmente em até 48 horas — os viajantes podem decidir em cima da hora e ainda evitar filas nos consulados, uma facilidade valorizada por empresas que enviam funcionários para feiras ou visitas a projetos de nearshoring.
As companhias aéreas já estão se adaptando. A Aeroméxico vai ampliar sua operação diária São Paulo–Cidade do México para um Boeing 787-9 em maio, enquanto LATAM e Gol demonstraram interesse em voos charter durante as férias escolares de julho. Empresas de gestão de viagens relatam que a demanda corporativa é forte nos setores de bens de consumo, agronegócio e no crescente corredor fintech que conecta São Paulo a Monterrey. A Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (Abracorp) aponta um aumento de 34% nos roteiros de negócios para o México em comparação ao mesmo período do ano passado.
Para os gestores de mobilidade, o crescimento traz implicações práticas. Primeiro, a disponibilidade de voos e hotéis ficará mais restrita em eventos importantes como a Expo Antad & Alimentaria (Guadalajara, maio) e o Automotive Supply Chain Summit (Monterrey, junho). Segundo, os viajantes devem imprimir o e-Visa com código QR e portar o mesmo passaporte usado na solicitação; a imigração mexicana pode negar o embarque se os números não coincidirem. Terceiro, a permanência além do prazo acarreta multas de cerca de US$ 50 por dia e pode dificultar a emissão de vistos futuros — um risco frequentemente negligenciado por equipes que estendem viagens em cima da hora.
Olhando para o futuro, a Secretaria de Turismo do México estuda ampliar a validade do e-Visa de 30 para 90 dias para mercados selecionados. Por sua vez, autoridades brasileiras veem o crescimento como um argumento para modernizar a plataforma brasileira de e-Visa antes da COP 30, em Belém. Até lá, as empresas devem prever pelo menos 72 horas de antecedência nos processos de aprovação de viagens e acompanhar de perto a disponibilidade de assentos, especialmente com a chegada do pico do inverno no Hemisfério Sul.
Por trás desse aumento está uma combinação de fatores. O México eliminou a maioria das exigências sanitárias no ano passado, enquanto a desvalorização do real tornou o Caribe e a América do Norte opções mais atraentes. Paralelamente, operadoras brasileiras têm promovido resorts em Cancún e roteiros culturais na Cidade do México em feiras como a WTM Latin America, em São Paulo. Como o e-Visa é emitido totalmente online — geralmente em até 48 horas — os viajantes podem decidir em cima da hora e ainda evitar filas nos consulados, uma facilidade valorizada por empresas que enviam funcionários para feiras ou visitas a projetos de nearshoring.
As companhias aéreas já estão se adaptando. A Aeroméxico vai ampliar sua operação diária São Paulo–Cidade do México para um Boeing 787-9 em maio, enquanto LATAM e Gol demonstraram interesse em voos charter durante as férias escolares de julho. Empresas de gestão de viagens relatam que a demanda corporativa é forte nos setores de bens de consumo, agronegócio e no crescente corredor fintech que conecta São Paulo a Monterrey. A Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (Abracorp) aponta um aumento de 34% nos roteiros de negócios para o México em comparação ao mesmo período do ano passado.
Para os gestores de mobilidade, o crescimento traz implicações práticas. Primeiro, a disponibilidade de voos e hotéis ficará mais restrita em eventos importantes como a Expo Antad & Alimentaria (Guadalajara, maio) e o Automotive Supply Chain Summit (Monterrey, junho). Segundo, os viajantes devem imprimir o e-Visa com código QR e portar o mesmo passaporte usado na solicitação; a imigração mexicana pode negar o embarque se os números não coincidirem. Terceiro, a permanência além do prazo acarreta multas de cerca de US$ 50 por dia e pode dificultar a emissão de vistos futuros — um risco frequentemente negligenciado por equipes que estendem viagens em cima da hora.
Olhando para o futuro, a Secretaria de Turismo do México estuda ampliar a validade do e-Visa de 30 para 90 dias para mercados selecionados. Por sua vez, autoridades brasileiras veem o crescimento como um argumento para modernizar a plataforma brasileira de e-Visa antes da COP 30, em Belém. Até lá, as empresas devem prever pelo menos 72 horas de antecedência nos processos de aprovação de viagens e acompanhar de perto a disponibilidade de assentos, especialmente com a chegada do pico do inverno no Hemisfério Sul.
Fonte: VEJA
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