
Espera-se que a Assembleia Nacional da França dê hoje à tarde a aprovação final a uma legislação que aumentará o tempo máximo de detenção administrativa de estrangeiros nos Centros de Retenção Administrativa (CRA) de 90 para 210 dias em casos excepcionais. Esse novo limite valerá quando houver uma ordem de expulsão e o indivíduo for considerado uma ameaça “real, atual e séria” à ordem pública. O projeto de lei – defendido pelo deputado do partido Renaissance, Charles Rodwell, e apoiado pelo governo, Les Républicains e o Rassemblement National – segue a votação de segunda-feira no Senado, que aprovou por 233 votos contra 102.
Os defensores argumentam que o prazo estendido dará às prefeituras e ao Office français de l’immigration et de l’intégration mais tempo para obter documentos de viagem e organizar deportações, especialmente para reincidentes violentos e pessoas condenadas por crimes relacionados ao terrorismo. Já os críticos de esquerda afirmam que a medida só vai superlotar ainda mais os CRAs, que já estão saturados, sem melhorar a eficiência das remoções; em 2024, cerca de 40 mil pessoas passaram pelo sistema, mas a maioria das expulsões ocorreu nas primeiras semanas. ONGs prometem contestar o projeto no Conselho Constitucional, alertando que a detenção prolongada compromete direitos fundamentais e sobrecarrega os orçamentos das prefeituras.
Para equipes de mobilidade global e realocação corporativa, a mudança indica uma postura francesa mais rigorosa em relação às remoções por questões de ordem pública. Multinacionais que empregam estrangeiros fora da UE devem garantir que os processos de imigração estejam impecáveis; qualquer condenação criminal que gere uma obrigação de saída (OQTF) pode agora resultar em até sete meses de detenção enquanto as autoridades buscam a deportação. Empresas que patrocinam funcionários em missão ou destacamento também devem revisar seus treinamentos internos de conformidade para minimizar riscos relacionados a condenações criminais ou questões de ordem pública que possam comprometer o status de residência.
Se aprovada hoje, a lei entrará em vigor assim que for publicada no Journal officiel, provavelmente antes do recesso de verão. Os empregadores devem ficar atentos às diretrizes de implementação das prefeituras e a possíveis recursos judiciais que possam atrasar a aplicação completa da medida.
Os defensores argumentam que o prazo estendido dará às prefeituras e ao Office français de l’immigration et de l’intégration mais tempo para obter documentos de viagem e organizar deportações, especialmente para reincidentes violentos e pessoas condenadas por crimes relacionados ao terrorismo. Já os críticos de esquerda afirmam que a medida só vai superlotar ainda mais os CRAs, que já estão saturados, sem melhorar a eficiência das remoções; em 2024, cerca de 40 mil pessoas passaram pelo sistema, mas a maioria das expulsões ocorreu nas primeiras semanas. ONGs prometem contestar o projeto no Conselho Constitucional, alertando que a detenção prolongada compromete direitos fundamentais e sobrecarrega os orçamentos das prefeituras.
Para equipes de mobilidade global e realocação corporativa, a mudança indica uma postura francesa mais rigorosa em relação às remoções por questões de ordem pública. Multinacionais que empregam estrangeiros fora da UE devem garantir que os processos de imigração estejam impecáveis; qualquer condenação criminal que gere uma obrigação de saída (OQTF) pode agora resultar em até sete meses de detenção enquanto as autoridades buscam a deportação. Empresas que patrocinam funcionários em missão ou destacamento também devem revisar seus treinamentos internos de conformidade para minimizar riscos relacionados a condenações criminais ou questões de ordem pública que possam comprometer o status de residência.
Se aprovada hoje, a lei entrará em vigor assim que for publicada no Journal officiel, provavelmente antes do recesso de verão. Os empregadores devem ficar atentos às diretrizes de implementação das prefeituras e a possíveis recursos judiciais que possam atrasar a aplicação completa da medida.
Fonte: AFP / Boursorama