
O Primeiro-Ministro Mark Carney convocou o Grupo de Resposta a Incidentes em 22 de julho para enfrentar a pior temporada de incêndios florestais já registrada no Canadá, com mais de 300 focos ativos em todas as províncias e territórios. No comunicado oficial, o PM pediu à população que “evite viagens não essenciais para as regiões afetadas”, para que hotéis e rotas de transporte permaneçam disponíveis para os evacuados e equipes de combate ao fogo. Orientações de viagem desse tipo são raras e têm grande impacto para empresas que operam com equipes rotativas no Norte. Acampamentos de mineração no Yukon e operações florestais no noroeste de Ontário podem precisar adiar trocas de turno caso aeroportos regionais sejam usados para voos de evacuação. Gestores de mobilidade devem manter contato com o Transport Canada, que está concedendo prioridade para as frotas de aviões-tanque. O governo federal confirmou que quase 300 aeronaves — desde transportes CC-130 Hercules até equipes mexicanas de combate a incêndios — estão integradas a um comando aéreo nacional. Esse aumento no tráfego aéreo pode levar à imposição de restrições temporárias de voo (TFRs), que podem suspender voos corporativos com aviso mínimo. Empresas que enviam funcionários essenciais para as áreas afetadas devem portar cartas de isenção para trabalho crítico, prática adotada durante os incêndios na Colúmbia Britânica em 2021, mas ainda não regulamentada. As autoridades locais do distrito de Red Lake, em Ontário, já estão barrando visitantes não residentes para preservar combustível e hospedagem. Por fim, o comunicado destaca o uso de drones e imagens térmicas com inteligência artificial. Operadores devem confirmar se as permissões para drones comerciais estão válidas sob as regras de espaço aéreo de emergência, que foram reforçadas após incidentes com drones de hobby interferindo em aviões-tanque em Alberta no ano passado.