
O voo G3 1587 da GOL, com destino a São Paulo/GRU, sofreu um incêndio no motor logo após a decolagem de Recife, às 12h50 do dia 5 de outubro, quando um pássaro foi sugado pelo motor direito CFM56. O comandante acionou o procedimento de retorno ao aeroporto de origem, permaneceu em espera por mais de uma hora para queimar combustível e pousou com segurança às 13h47. Nenhuma emergência foi oficialmente declarada, e o aeroporto continuou operando normalmente, confirmou a operadora Aena. Os passageiros foram remarcados em voos posteriores, mas imagens compartilhadas pela emissora local TV Guararapes mostram chamas saindo da entrada do motor — um alerta para o aumento do risco de colisões com aves durante a temporada de migração na primavera no Brasil. A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) determinou a obrigatoriedade de um relatório do incidente conforme a RBAC 121. Para viajantes a negócios, o episódio reforça a importância de reservar tempo extra em conexões apertadas entre Recife e São Paulo, rota comum para os setores de energia e tecnologia. Compradores de viagens também podem querer verificar as políticas de gestão de interrupções dos fornecedores antes do pico de feriados. Analistas de segurança aérea destacam que a GOL registrou três retornos por colisão com aves em 2026, sem vítimas. O aeroporto de Recife está próximo a manguezais que atraem aves marinhas; a circular de Gestão de Riscos com Fauna Silvestre da ANAC, que será lançada em breve, deve elevar os padrões de mitigação para esses hubs costeiros.
Fonte: TV Guararapes