
Uma tempestade violenta atingiu a Grande São Paulo na tarde e noite de 14 de outubro, despejando mais de 40 milímetros de chuva em 40 minutos no centro da cidade. Segundo a concessionária do aeroporto Aena, o temporal causou o cancelamento de 11 voos de chegada e 13 de partida no Aeroporto de Congonhas — o segundo mais movimentado do país para voos domésticos e um elo fundamental para os voos executivos entre São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Embora as operações na pista tenham sido normalizadas em até duas horas, as companhias aéreas alertaram para atrasos residuais ao longo do dia 15, enquanto aeronaves e tripulações retornavam às posições. Os passageiros foram orientados a reconfirmar o status dos voos antes de se dirigirem ao aeroporto e a prever tempo extra para o transporte terrestre, já que a CET registrou mais de 1.000 km de congestionamento no horário de pico da noite. A tempestade também alagou o túnel da Avenida Vale do Anhangabaú, submergiu trechos da Avenida 23 de Maio e levou a Prefeitura a suspender o rodízio de veículos durante os horários de maior movimento. Bombeiros utilizaram barcos de resgate para evacuar quatro pessoas presas dentro do túnel, enquanto equipes da Defesa Civil atenderam mais de 60 ocorrências de quedas de árvores e enxurradas na região metropolitana. Uma morte foi confirmada na Vila Brasilândia após um deslizamento atingir uma residência na encosta. Para as multinacionais, a interrupção reforça a vulnerabilidade de São Paulo a eventos climáticos extremos justamente no período de maior movimentação de viagens de fim de ano. Congonhas opera cerca de 600 pousos e decolagens diárias; mesmo cancelamentos modestos causam efeito cascata na densa malha doméstica brasileira, atrasando conexões para voos internacionais de longa distância em Guarulhos (GRU). Empresas com executivos em trânsito por São Paulo nesta semana ativaram protocolos de risco em viagens — reservando passagens flexíveis, redirecionando rotas via GRU quando possível e orientando motoristas a evitar vias arteriais sujeitas a alagamentos, como Marginal Tietê e Radial Leste. O Inmet mantém alerta laranja (perigo) para tempestades nos dias 15 e 16 de outubro, prevendo até 80 mm de chuva adicional. Caso ocorram novos cancelamentos, as regras brasileiras de proteção ao consumidor (Resolução ANAC 400) obrigam as companhias aéreas a oferecer remarcação ou reembolso; entretanto, a disponibilidade de hotéis próximos a Congonhas é limitada. Viajantes a negócios são aconselhados a optar por reuniões virtuais quando possível, levar carregadores portáteis para eventuais longas esperas no aeroporto e cadastrar-se para receber alertas da Defesa Civil via SMS, enviando o CEP local para o número 40199.
Fonte: CNN Brasil
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