
Nas primeiras horas de 7 de novembro de 2025, o deputado Nicolas Ray (Les Républicains) apresentou a emenda nº 2615 ao projeto de Lei de Finanças de 2026. O texto propõe que estrangeiros sujeitos a uma ordem de expulsão por motivos de ordem pública — ou que tenham sido proibidos de permanecer no território francês após condenações criminais — percam automaticamente o direito à Aide Médicale de l’État (AME), o programa de saúde de emergência para migrantes em situação irregular. Em vez disso, ficariam restritos a receber apenas “soins urgents” (atendimento de emergência).
A iniciativa segue o relatório Evin-Stefanini, que em setembro classificou a AME como “vulnerável” e recomendou um controle mais rigoroso da elegibilidade. Os defensores da medida argumentam que ela economizaria €110 milhões por ano e desestimularia potenciais infratores. Já grupos de direitos humanos alertam que excluir pessoas do atendimento primário aumenta os riscos à saúde pública e apenas transfere os custos para os serviços de emergência hospitalar. A organização Médicos do Mundo afirma que 37% de seus pacientes em Paris seriam afetados.
Para as equipes de mobilidade global, a proposta serve como um alerta de que a cobertura da seguridade social para trabalhadores não pertencentes à UE em situação irregular pode mudar repentinamente. Empresas que utilizam esquemas de folha de pagamento paralela ou recebem estagiários com vistos Schengen de curta duração devem manter seus consultores de conformidade atentos até que a Lei de Finanças seja aprovada nas duas casas — o que deve ocorrer antes de 22 de dezembro.
Na fase de comissão, ainda neste mês, o Governo deve emitir um parecer desfavorável, argumentando que os mecanismos atuais já permitem a retirada da AME em casos extremos. Mesmo assim, a emenda sinaliza uma pressão política crescente para associar a abertura do mercado de trabalho a restrições mais severas no acesso a benefícios sociais.
A iniciativa segue o relatório Evin-Stefanini, que em setembro classificou a AME como “vulnerável” e recomendou um controle mais rigoroso da elegibilidade. Os defensores da medida argumentam que ela economizaria €110 milhões por ano e desestimularia potenciais infratores. Já grupos de direitos humanos alertam que excluir pessoas do atendimento primário aumenta os riscos à saúde pública e apenas transfere os custos para os serviços de emergência hospitalar. A organização Médicos do Mundo afirma que 37% de seus pacientes em Paris seriam afetados.
Para as equipes de mobilidade global, a proposta serve como um alerta de que a cobertura da seguridade social para trabalhadores não pertencentes à UE em situação irregular pode mudar repentinamente. Empresas que utilizam esquemas de folha de pagamento paralela ou recebem estagiários com vistos Schengen de curta duração devem manter seus consultores de conformidade atentos até que a Lei de Finanças seja aprovada nas duas casas — o que deve ocorrer antes de 22 de dezembro.
Na fase de comissão, ainda neste mês, o Governo deve emitir um parecer desfavorável, argumentando que os mecanismos atuais já permitem a retirada da AME em casos extremos. Mesmo assim, a emenda sinaliza uma pressão política crescente para associar a abertura do mercado de trabalho a restrições mais severas no acesso a benefícios sociais.
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