
Curitiba deu um passo concreto rumo à inclusão laboral em 26 de maio de 2026, quando o governo do estado do Paraná, a prefeitura e a Organização Internacional para as Migrações (OIM) inauguraram a edição de maio do ‘Balcão de Oportunidades’. A feira de meio período colocou empregadores dos setores de construção, comércio, logística e hotelaria frente a frente com centenas de migrantes, refugiados e apátridas atendidos pela nova Agência do Migrante do estado. Criada em novembro de 2025 como o primeiro centro público de atendimento integrado para recém-chegados no Brasil, a agência já processou mais de 7.000 renovações de autorizações de trabalho e certificados de proficiência em português em seis meses. O evento de quarta-feira ampliou esse modelo ao oferecer entrevistas presenciais, clínicas de currículo e inscrições em cursos vocacionais gratuitos. As vagas variaram de eletricistas e mecânicos a funções de nível inicial, adequadas para jovens solicitantes de asilo que estão concluindo o ensino médio. As autoridades destacaram o impacto econômico: a produção industrial na Região Metropolitana de Curitiba tem sido limitada por uma escassez de 4,2% de mão de obra semiqualificada, enquanto migrantes com situação regular enfrentam taxas de desemprego duas vezes maiores que a média local. Ligando esses dois pontos, afirmou o secretário de Justiça Rogério Carboni, “é mais rápido do que emitir vistos temporários no exterior e mantém famílias já estabelecidas aqui fora do trabalho informal.” Para as equipes de mobilidade corporativa, a feira sinaliza um ecossistema em amadurecimento. Empregadores que antes dependiam dos canais federais para permissões de trabalho agora podem recrutar talentos autorizados localmente, reduzindo prazos e custos de realocação. O estado também indicou que pode expandir o modelo para os polos industriais de Londrina e Maringá ainda este ano.
Fonte: Bem Paraná