
A polícia de Belfast usou canhões de água em 11 de junho após multidões incendiarem veículos durante a terceira noite de protestos contra comunidades migrantes. A violência eclodiu na área de Glengormley, após rumores nas redes sociais ligarem uma facada a requerentes de asilo alojados nas proximidades. Várias famílias foram evacuadas de casas em chamas, e um ônibus foi completamente destruído. O Serviço de Polícia da Irlanda do Norte informou que agitadores lançaram coquetéis molotov e fogos de artifício contra os policiais, ferindo seis. Líderes políticos de todo o Reino Unido condenaram os ataques, com a secretária da Irlanda do Norte, Hilary Benn, alertando que “a desinformação está alimentando o ódio e colocando vidas em risco.” O episódio reacendeu o debate sobre a eficácia do modelo britânico de dispersão para acomodação de asilados em regiões com infraestrutura limitada para integração. Câmaras de comércio locais temem danos à reputação justamente quando Belfast se prepara para a Copa do Mundo Feminina de Críquete T20 no próximo mês, evento que deve atrair 30 mil visitantes estrangeiros. Consultores de risco em viagens recomendam que empresas monitorem os alertas da PSNI e considerem rotas alternativas para funcionários que se deslocam pelos subúrbios afetados. Enquanto isso, grupos da sociedade civil pedem uma campanha de educação pública para combater a desinformação online sobre imigração. As autoridades iniciaram uma investigação sobre possível coordenação organizada dos distúrbios por meio de aplicativos de mensagens criptografadas.
Fonte: Al Jazeera
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