
As Regulamentações de Emenda à Migração (Realinhando o Programa de Apoio Comunitário) de 2026, apresentadas em 18 de junho, reformulam o funcionamento do Programa de Apoio Comunitário (CSP) da Austrália, vinculado ao visto Humanitário Global Subclasse 202. A partir de 1º de julho de 2026, as Organizações Proponentes Aprovadas (APOs) receberão cotas fixas anuais para propostas. Solicitações feitas fora da cota da APO serão consideradas inválidas – uma medida para conter o aumento excessivo de propostas que tem prolongado os prazos de processamento e sobrecarregado os serviços de acolhimento desde a reabertura das fronteiras. A emenda também permite que os candidatos mudem de uma APO para outra durante o processo, caso o patrocinador original desista, oferecendo flexibilidade para casos humanitários afetados por cortes de financiamento das organizações. Um novo marco regulatório autoriza o Ministro a publicar prioridades de reassentamento – como domínio do inglês ou potencial de emprego – que os avaliadores devem considerar ao analisar os vistos CSP. Para empregadores com programas de contratação de refugiados, as mudanças trazem maior previsibilidade, mas também um limite rígido no número de vagas. Equipes de aquisição de talentos devem se antecipar e negociar com as APOs para garantir espaço nas cotas para candidatos de 2026-27. Gestores de mobilidade receberão bem as regras mais claras sobre transferências entre APOs, reduzindo o risco de necessidade de nova solicitação caso uma organização perca a acreditação. A Declaração Explicativa indica que haverá mais ajustes em 2027, sugerindo possíveis contribuições financeiras dos empregadores que se beneficiam da chegada de refugiados pelo CSP. As áreas de mobilidade global e ESG devem acompanhar o processo de consulta para se prepararem para futuros custos de patrocínio.
Fonte: Migration Alliance