
Falando com jornalistas ao final do Conselho Europeu em Bruxelas, em 19 de junho de 2026, o presidente Emmanuel Macron estabeleceu as linhas vermelhas da França em relação ao recém-aprovado Regulamento de Retornos da UE. Embora a nova lei facilite a deportação de pessoas sem direito legal de permanência, ela também permite que os governos criem centros de processamento ou "retorno" em países terceiros dispostos a receber os deportados. Macron deixou claro que Paris não participará desse modelo, afirmando que “nenhum centro em país terceiro jamais funcionou de verdade.”
A posição do líder francês reflete realidades políticas internas. Governos sucessivos mantêm rigorosas verificações nas fronteiras internas do espaço Schengen desde os ataques terroristas de 2015, e pesquisas de opinião indicam preocupação dos eleitores com a migração irregular às vésperas das eleições legislativas de 2027. Ao rejeitar locais de detenção externalizados, o Élysée se distancia das propostas da extrema-direita, ao mesmo tempo em que apoia remoções mais rápidas por meio de melhor cooperação com países de origem e novas bases de dados biométricas, como o Sistema de Entrada/Saída (EES).
Para as equipes de mobilidade corporativa, a mensagem é dupla. Primeiro, a França continuará a defender procedimentos de retorno eficientes, porém juridicamente sólidos, dentro da UE, em vez de terceirizá-los. Segundo, as empresas devem esperar que o atual mosaico de controles internos nas fronteiras francesas permaneça pelo menos até outubro de 2026, sem a criação de campos offshore que poderiam complicar ainda mais a reunificação familiar ou transferências humanitárias.
Implicação prática: empregadores que transferem funcionários para dentro ou fora da França devem prever controles documentais mais rigorosos nas passagens rodoviárias e ferroviárias com Bélgica, Luxemburgo, Itália e Espanha, mas sem alterações nas categorias de visto existentes. As equipes de RH devem orientar os viajantes a portar comprovantes de emprego ou cartas de designação e considerar tempo extra ao cruzar fronteiras internas da UE, especialmente durante o pico das viagens de verão.
A posição do líder francês reflete realidades políticas internas. Governos sucessivos mantêm rigorosas verificações nas fronteiras internas do espaço Schengen desde os ataques terroristas de 2015, e pesquisas de opinião indicam preocupação dos eleitores com a migração irregular às vésperas das eleições legislativas de 2027. Ao rejeitar locais de detenção externalizados, o Élysée se distancia das propostas da extrema-direita, ao mesmo tempo em que apoia remoções mais rápidas por meio de melhor cooperação com países de origem e novas bases de dados biométricas, como o Sistema de Entrada/Saída (EES).
Para as equipes de mobilidade corporativa, a mensagem é dupla. Primeiro, a França continuará a defender procedimentos de retorno eficientes, porém juridicamente sólidos, dentro da UE, em vez de terceirizá-los. Segundo, as empresas devem esperar que o atual mosaico de controles internos nas fronteiras francesas permaneça pelo menos até outubro de 2026, sem a criação de campos offshore que poderiam complicar ainda mais a reunificação familiar ou transferências humanitárias.
Implicação prática: empregadores que transferem funcionários para dentro ou fora da França devem prever controles documentais mais rigorosos nas passagens rodoviárias e ferroviárias com Bélgica, Luxemburgo, Itália e Espanha, mas sem alterações nas categorias de visto existentes. As equipes de RH devem orientar os viajantes a portar comprovantes de emprego ou cartas de designação e considerar tempo extra ao cruzar fronteiras internas da UE, especialmente durante o pico das viagens de verão.
Fonte: Reuters (via Internazionale)
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