
O Ministério do Interior publicou em 13 de julho um projeto de lei que prorrogaria a Lei Temporária de Segurança de Fronteira da Finlândia — amplamente conhecida como a “lei de devolução” — por mais dois anos, até 31 de dezembro de 2028. A legislação, aprovada pela primeira vez em meados de 2024, autoriza os agentes de fronteira a negar entrada e a direcionar pedidos de asilo para pontos de passagem designados quando houver ameaça de chamada “migração instrumentalizada”. Helsinque argumenta que a Rússia pode tentar novamente pressionar a Finlândia e a UE ao encaminhar cidadãos de terceiros países para a fronteira, como ocorreu no final de 2023, quando milhares de viajantes sem documentação apareceram em pontos de controle normalmente tranquilos. A ministra do Interior, Mari Rantanen, afirmou que os serviços de segurança ainda consideram o risco “alto para o futuro próximo”; por isso, os poderes extraordinários devem permanecer disponíveis. Segundo o projeto, o Gabinete — e não agentes individuais — teria que tomar uma decisão formal antes que as restrições possam ser ativadas, e as medidas seriam limitadas no tempo e geograficamente definidas. A proposta está em consulta pública até 15 de agosto; o Governo pretende enviá-la ao Parlamento no início do outono para que a lei atual não expire no final de 2026. Profissionais de imigração empresarial devem observar que o projeto mantém as exceções para viajantes de negócios legítimos, cidadãos da UE e pessoas com permissões de residência finlandesas válidas, mas as empresas podem novamente enfrentar fechamentos pontuais de determinados pontos de controle no leste. Multinacionais com funcionários ou contratados em trânsito pela Rússia são aconselhadas a manter rotas alternativas por via aérea ou marítima em prontidão. Empresas de logística também devem se preparar para inspeções pontuais e verificações documentais caso a lei seja reativada. A reação em nível da UE é esperada: vários eurodeputados criticaram a lei original por comprometer o direito de solicitar asilo. No entanto, até agora a Comissão evitou abrir processos por infração, argumentando que as medidas emergenciais permaneceram “proporcionais”. Dado o contexto de segurança reforçado desde que a Finlândia entrou na OTAN no ano passado, especialistas esperam que Bruxelas mantenha uma resposta contida, pelo menos enquanto durar o processo de consulta. Ainda assim, as empresas devem acompanhar possíveis desafios judiciais que possam suspender a lei de forma inesperada.
Fonte: Yle News
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