
O serviço de monitoramento de leis de imigração Free Movement informou às 10h do dia 19 de julho que o Home Office atualizou seis documentos de orientação para refletir o fim dos vistos físicos (vignettes) a partir de 1º de julho de 2026. O registro mais recente de alterações – extraído automaticamente do GOV.UK – mostra que a página “Exemplos de vistos do Reino Unido” foi modificada em 2 de julho para afirmar claramente que os adesivos “não são mais emitidos” e que todos os candidatos aprovados receberão apenas eVisas digitais. A orientação para companhias aéreas foi reescrita para explicar que viajantes cujos passaportes não são reconhecidos pelo Reino Unido (como os do Chipre [parte Norte] e da Somália) receberão um novo Formulário de Acompanhamento do eVisa (FAV) vinculado ao seu status digital. As companhias aéreas deverão escanear o código de barras do FAV para confirmar a autorização de viagem, substituindo a inspeção do visto físico. Essa mudança representa um marco importante na transição do Reino Unido para uma fronteira totalmente digital. Para as equipes de mobilidade global, elimina a complicação logística de coletar passaportes de funcionários no exterior para transferência de vistos, mas traz novos riscos relacionados ao acesso às contas. Se um funcionário esquecer suas credenciais de login do UKVI na saída, as companhias aéreas podem negar o embarque, pois não haverá adesivo físico. Por isso, os provedores de mobilidade recomendam que os viajantes guardem uma cópia em PDF do eVisa e verifiquem se os sistemas DCS das companhias aéreas conseguem ler o código de barras do FAV nas estações de origem. Os empregadores também precisarão ajustar os processos de verificação do direito ao trabalho: a partir de 1º de outubro de 2026, o código estatutário revisado exigirá checagens digitais para portadores de eVisa e proibirá a fotocópia dos vistos físicos obsoletos. Os sistemas de RH devem integrar a API do Home Office para automatizar alertas de expiração, reduzindo a necessidade de monitoramento manual. Por fim, os consultores de imigração destacam que erros de status no sistema de eVisa devem ser corrigidos por meio de um formulário online; o Home Office publicou os primeiros dados trimestrais sobre o volume dessas correções, indicando uma taxa de erro de 2,4% – um dado que os gestores de realocação precisam acompanhar para evitar trabalho ilegal involuntário.
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