
A Grain Producers SA afirma que o estado está a caminho de sua segunda maior colheita registrada, mas a falta de operadores qualificados de máquinas – agravada pela lentidão no processamento de vistos – pode comprometer os planos. Em entrevista à ABC South-East em 15 de setembro, o diretor executivo Brad Perry disse que “centenas, senão milhares” de trabalhadores sazonais ainda não têm aprovação de visto, a poucas semanas do início da colheita. Os produtores geralmente dependem de mochileiros e de trabalhadores qualificados do visto WHM para operar colheitadeiras modernas, que podem custar mais de AU$850.000. Os atrasos podem obrigar alguns agricultores a usar equipamentos mais antigos e lentos ou a trabalhar por longas horas em condições perigosas. A Grain Producers SA teme que isso possa causar perdas na colheita caso o tempo piore, além de aumentar os incidentes de segurança nas fazendas. O governo federal atribui a lentidão ao número recorde de trabalhadores WHM já presentes na Austrália e à revisão mais ampla das políticas migratórias. No entanto, os produtores estaduais argumentam que a força de trabalho regional da Austrália do Sul tem necessidades diferentes das áreas metropolitanas e merece prioridades de processamento separadas. O setor está pressionando Canberra para aumentar temporariamente as cotas de vistos onshore ou acelerar a aprovação de trabalhadores PALM treinados na operação de máquinas. Sem uma solução, o grupo de manuseio de grãos Viterra alerta que os cronogramas de embarque podem atrasar, colocando em risco multas por entregas tardias para exportadores e prejudicando a confiabilidade da Austrália nos mercados asiáticos de grãos. O caso evidencia como até mesmo gargalos localizados no processamento de vistos podem ter consequências na cadeia de suprimentos nacional – uma questão que o agronegócio quer ver abordada no próximo White Paper da Estratégia Migratória do governo.
Fonte: ABC News (South East SA)