
A autoridade de imigração do Paraguai (DNM) anunciou no final do dia 13 de outubro de 2026 que 14 pontos de controle fluviais ao longo do rio Paraná serão “temporariamente desativados” após inundações severas tornarem os cais e as vias de acesso inseguros. As interdições afetam várias rotas de balsas usadas por moradores brasileiros de Mato Grosso do Sul e Paraná, incluindo o corredor Ayolas (Paraguai)–Ituzaingó (Argentina) e travessias menores para o lado brasileiro que operam barcos turísticos sazonais. O comunicado da DNM, emitido em espanhol, informa que a paralisação deve durar pelo menos até 17 de outubro, dependendo das avaliações hidrológicas da autoridade binacional da usina de Yacyretá. Embora as pontes terrestres permaneçam abertas, os viajantes enfrentam desvios de até 260 km via Foz do Iguaçu ou Encarnación–Posadas. Operadoras turísticas brasileiras já redirecionaram pacotes de pesca de fim de semana para pousadas no interior, enquanto exportadores de soja relatam atrasos no transporte de equipes sazonais de trabalho pelo rio. O Itamaraty ainda não divulgou nota oficial, mas funcionários consulares locais em Ciudad del Este informaram à imprensa que estão “monitorando a situação” e recomendaram que brasileiros evitem serviços informais de barcos, que não possuem equipamentos de segurança adequados nem controle migratório. Empresas com equipes rotativas nos setores hidrelétrico e agroindustrial devem revisar protocolos de evacuação; pode ser necessário o uso de helicópteros caso os níveis das águas continuem subindo. Seguradoras podem classificar a área afetada como ‘risco elevado’, o que pode aumentar os prêmios para operações de transporte fluvial.
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