
Gazeta Wyborcza revelou em 6 de novembro que a polícia polonesa registrou 188 ataques motivados por ódio contra cidadãos ucranianos até agora em 2025, em comparação com 113 incidentes em 2022. Os dados vazados — confirmados pelo Ministério do Interior — indicam um aumento de 76% em três anos, o maior número desde o início da chegada em massa de refugiados após a invasão da Rússia em 2022.
Organizações da sociedade civil entrevistadas pelo jornal afirmam que os números subestimam o problema, pois muitos trabalhadores migrantes têm receio de registrar queixas oficiais por medo de retaliação ou perda do emprego. A maioria dos incidentes envolve assédio verbal no transporte público ou no local de trabalho, mas 37 casos neste ano evoluíram para violência física. Em um episódio amplamente divulgado em Katowice, em setembro, um entregador ucraniano foi agredido por um grupo de moradores após falar russo ao telefone.
Especialistas relacionam o aumento a queixas econômicas — o desemprego na Polônia subiu para 5,5% no terceiro trimestre — e à retórica inflamatória de políticos extremistas que culpam os migrantes pelo suposto esgotamento do sistema de assistência social. Embora os partidos tradicionais condenem a xenofobia, uma pesquisa recente do CBOS mostra que 28% dos entrevistados acreditam que os ucranianos “estão tirando empregos dos poloneses”, contra 17% no ano anterior.
O Ministério do Interior afirma que está intensificando o treinamento da polícia local para crimes de ódio e financiando campanhas de conscientização nas escolas. Associações de empregadores pedem que empresas que dependem de trabalhadores ucranianos na construção civil, logística e agricultura atualizem suas políticas antidiscriminatórias e ofereçam canais confidenciais para denúncias.
Para gestores de mobilidade global, a tendência é um sinal de alerta: embora a Polônia continue sendo um dos mercados de trabalho mais acessíveis da UE para ucranianos, as obrigações de cuidado exigem reavaliar orientações de segurança, opções de moradia e suporte à saúde mental para os funcionários realocados.
Organizações da sociedade civil entrevistadas pelo jornal afirmam que os números subestimam o problema, pois muitos trabalhadores migrantes têm receio de registrar queixas oficiais por medo de retaliação ou perda do emprego. A maioria dos incidentes envolve assédio verbal no transporte público ou no local de trabalho, mas 37 casos neste ano evoluíram para violência física. Em um episódio amplamente divulgado em Katowice, em setembro, um entregador ucraniano foi agredido por um grupo de moradores após falar russo ao telefone.
Especialistas relacionam o aumento a queixas econômicas — o desemprego na Polônia subiu para 5,5% no terceiro trimestre — e à retórica inflamatória de políticos extremistas que culpam os migrantes pelo suposto esgotamento do sistema de assistência social. Embora os partidos tradicionais condenem a xenofobia, uma pesquisa recente do CBOS mostra que 28% dos entrevistados acreditam que os ucranianos “estão tirando empregos dos poloneses”, contra 17% no ano anterior.
O Ministério do Interior afirma que está intensificando o treinamento da polícia local para crimes de ódio e financiando campanhas de conscientização nas escolas. Associações de empregadores pedem que empresas que dependem de trabalhadores ucranianos na construção civil, logística e agricultura atualizem suas políticas antidiscriminatórias e ofereçam canais confidenciais para denúncias.
Para gestores de mobilidade global, a tendência é um sinal de alerta: embora a Polônia continue sendo um dos mercados de trabalho mais acessíveis da UE para ucranianos, as obrigações de cuidado exigem reavaliar orientações de segurança, opções de moradia e suporte à saúde mental para os funcionários realocados.
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